quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

~ Exaustão ~

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De repente desintegrou-se.
Tomou forma e tornou-se parte do chão.
Derretida.
uma mancha negra feito chiclete antigo.
O romance havia terminado.
Havia feito-a em pedaços.
Mais uma vez ela fora trocada.
E observava exatamente aquele típico tipo:
Era exatamente o seu oposto.
Possuíam mesmo gosto talvez.
(O mesmo gosto é fato se é que me entende)
Mas fisicamente eram totalmente contrárias.
Outra vez.
Aquela mesma dor de novo.
Nunca havia tomado uma facada em seu peito
(Pudera não é?)
Mas imaginava que se uma adaga o trespassasse,
Afirmaria com toda certeza que a dor era igual a essa.
Faltava ar.
(Parecia apenas)
Colocou a mão no meio do tórax.
Esfregou-o em movimentos circulares devagar.
Sempre fazia isso quando estava nervosa.
Como se quisesse arrancar seu coração e se livrar de toda a aquela dor.
Mais uma vez sentimentos faziam-na sofrer.
Até que ela tomou uma atitude.
Não pensou duas vezes.
Interrompeu o agressor, o heartbreaker e o convidou para tomar uma bebida.
Beberam.
Na metade do copo ela já estava dizendo tudo e mais um pouco.
Dançando tudo o que poderia dançar.
Cantando tudo o que sabia e enrolando o resto.
E tudo ao lado dele e de seu oposto, que agora era uma amiga.
Após tanto ela insistir, saíram para um lugar mais reservado.
Acima deles eram apenas constelações.
Abaixo as marolas da baía por pouco não molhavam seus pés.
Ele acendeu um cigarro.
O barulho que as ondas faziam no pequeno pier era acolhedor assim como o calor da vultuosa fumaça.
As luzes da praia no final da baía eram hipnotizantes.
Porém não tanto como a boca dele.
Conversaram sobre sentimentos.
Ele assumindo os dele pelo oposto e ela escondendo sua indignação.
Tentou em vão agir feito uma vadia.
Afinal pensou que a noite seria apenas deles como tantas outras.
Ao invés de alisar e apertar as pernas que estavam sobre seu colo, puxar a cintura que estava ao seu lado e tascar-lhe aquele beijo.
Apenas deu um risinho malicioso alertando para não provocá-lo.
Então ela sussurrou em seu ouvido com voz maliciosa... Por que não poderia provocá-lo?
Passou os braços por sua nuca e deu-lhe um beijo no rosto.
Mais uma vez suas expectativas foram destruídas.
Ele explicou-a que não conseguiria fazer nada na frente do seu oposto.
Explicou também os sentimentos dele por ela.
E para finalizar retrucou.
Antes de tudo eram melhores amigos. Não eram?
É claro que somos… Ela sorriu.


Mas não estaria ela cansada de sempre ser a melhor amiga?


De sempre ficar para ouvir e aconselhar, mas quando mais precisar se encontrar sozinha num quarto escuro.
Estava exausta de assistir todos os seus melhores amigos transbordando sentimentos por outras amigas.
Sempre conseguiam ficar juntos. Havia um pouco de minha ajuda também.
Ela estava caindo em pedaços de tanto ouvir perguntas disfarçando cobranças de um genro.
Até porque até suas primas mais novas já estavam em seu terceiro ou quarto.
Enquanto ela apenas ia dormir e acordar sozinha.
Sem mensagens de bom dia.
Sem mensagens de boa noite.
Sem um único: Como vai você?
Nada de fotos clichês. Nada de postagens clichês. Nada de telefonemas com frases clichês.
Não havia alguém para dizer o que ela gostaria de ouvir.
Não havia alguém que fizesse questão de fazê-la sorrir e gostar de vê-la assim.
Alguém que se apressasse para vê-la nem que fosse por alguns minutos.
Não havia alguém que desse-lhe oportunidade de fazer o mesmo.
Juntarem seus problemas, seus sonhos, seus medos e serem felizes.
Não havia… Tudo não passava de sua imaginação.
De seu desejo mais íntimo.

 

Mas quem se importava naquele momento?
Ele abraçou-a e apressou-se para não deixar o oposto esperando na parte de cima da boate.
Enquanto ela… Apressou-se para ir embora.
Apressou-se para voltar a sua confortável rotina.
Assim que chegasse em casa, removeria a maquiagem do rosto e aplicaria outra em suas decepções. 

 

►NowPlaying: Dancing with Myself – Billy Idol

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

~ Refúgio ~

 

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Após tanto tempo, pude voltar a usar o computador nas horas as quais costumava a usar e inclusive fazer muitas das coisas as quais fazia nessas horas.
Os assuntos diversos com minha melhor amiga também blogueira, as milhares de fotografias e gifs no tumblr, Uma dashboard e uma timeline mais limpas, melhores selecionadas, e alguns mesmos desejos e pensamentos…
São coisas que sempre irão confortar-me. Distrair-me.

Vivo falando sobre mim. Na maior parte do tempo, criticando minhas atitudes, mas dessa vez, eu não quero criticar-me, estarei impassível. Apenas irei ‘ME’ explicar.

Sim, às vezes nem eu entendo-me, inclusive releio muitos dos meus textos. É como já disse, sou inconstante. Por mim, eu faria de tudo. Estudaria tudo. Conheceria cada pedaço de civilização, experimentaria cada noção de comportamento. O que eu posso fazer se sou curiosa? Dane-se se esta um dia matar-me.

O que impede-me de muitas explorações é o medo. Vou melhor detalha-los:

Eu tenho um medo tremendo de qual impressão eu irei causar nas pessoas.

E esse é um dos meus maiores medos, causar uma má impressão nas pessoas e ao mesmo tempo assustá-las com o meu verdadeiro jeito de ser.

Também sou detalhista. Extremamente detalhista. O que impede-me de ser uma metódica perfeccionista é a minha preguiça. Porém, em relação á composição e edição de minhas fotografias, pode ter certeza que estas são impecáveis.

A noite faz com que eu liberte todas as minhas filosofias, palavras inspiradores e bonitas. É uma pena que pela manhã isso não aconteça. As aulas que mais me motivam a acordar cedo são as de humanas.
História, Geografia e Literatura despertam o meu ser. Mas eu tremo. Sim, eu perco a coragem. Pensamentos, críticas e soluções mundiais fervilham dentro de mim. E quando eu crio a coragem de perguntar e o professor e toda turma voltam seus olhares até mim… Eu tremo. Penso em tantas frases que até um presidente aplaudiria-me, ok, nada de exageros – risos, mas tudo o que sai de minha boca, são o que qualquer adolescente diria. Mais uma vez a insegurança.
A frase inteira é reformulada no ato da fala por medo do que as pessoas iriam comentar a respeito de minha opinião.

Irei analisar este meu medo. Acredito que isto venha de traumas durante minha infância. Eu sempre fui do tipo que falava exatamente tudo o que pensava. Eu me metia em todos os projetos. Queria saber de tudo, queria tentar agradar e ajudar a todos. A vontade ainda existe. Mas hoje fico apenas na vontade. Algumas vezes aconteciam coisas boas. Mas na maior parte aconteciam coisas ruins. Hoje em dia lembro apenas das mais marcantes porque eu de uns tempos eu passei a deletar de minha memória tudo de ruim que acontece comigo. E é por isso que ainda amo a pessoa que mais me fez sofrer até hoje, fui trocada, traída, zoada. E ainda amo. Por que? Só lembro dos bons momentos. Só lembro de seu lado doce. Só lembro das palavras doces… Mas esse texto milagrosamente não é para falar sobre ele e o que eu sinto pelo dito cujo.

As consequências ruins deste meu lado… Era que sempre mandavam me calar a boca. Recebia apelidos, justamente por conseguir atrair muito a atenção. E como as minhas reações quando era magoada ou contrariada sempre foram bem escandalosas, esta era a receita para o maior entretenimento de todo o colégio: Rir de minhas atitudes.

Era apelidada, provocada, todos faziam de tudo para me tirar do sério. Até hoje é assim mas com uma intensidade menor, algo tolerável entre amigos pois aprendi a me defender. Coisa que não acontecia antes, minha vontade era de aniquilar todos, era de sumir.
Eu conto nos dedos de uma única mão quem eram meus verdadeiros amigos naquela época. Mas acho que o único que eu gostava de verdade eram os meus videogames mesmo.
Mas no fundo o meu desejo era apenas querer ser ouvida e compreendida. E não ser um simples motivo para rir.
E para completar…. Por ser mais nova, as meninas de minha turma sempre eram as mais atraentes, as que possuíam o melhor corpo, as que possuíam as melhores maquiagens e acessórios. Enquanto eu preferia gastar dinheiro com videogames e bonecas.

É aí que surge outra insegurança minha. O meu corpo. Como entender alguém que não aparenta sua verdadeira idade.
Isso é bom. Ser mais nova…. Mas até quando isso será tão bom?
Seria tão bom assim ter idade adulta mas corpo de criança?
Fico impressionada com as adolescentes de hoje em dia que possuem corpos que pensava que teria quando fizesse dezoito anos…
Grande coisa fazer dezoito anos… Ô!
Muitas pessoas não fazem ideia do que é ser rejeitada ou zoada por causa do seu corpo…
E quando digo corpo, não estou me referindo apenas aos meus caracteres sexuais secundários… Mas sim, ao meu rosto, a minha pele, ao meu cabelo, a minha cor…
Nada se encaixa no padrão. E as pessoas gostam de padrões…
Quanto mais se envelhece piores as coisas ficam. Realmente. Necessito concordar com muitos autores.

Existem tantas outras coisas pra se falar mas… Estou cansada. E estou odiando este texto. Odeio falar sobre mim. Gostaria de poder ser eu mesma. Mas deste jeito eu provavelmente ficarei sozinha.
Mas quem se importa?
Se dizem que deve se amar primeiro para que outras possam fazer o mesmo por você…
Como fazer isso se a cada dia que se passa eu acabo fazendo alguma coisa que faz-me gostar menos ainda de mim?    

Droga. Acabei criticando-me de novo. Esconder minhas imperfeições, além de ser caro, é cansativo.

 

►NowPlaying: Under Pressure - Queen

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

~ Explicações ~

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Ando saturada de textos.
Escrevo praticamente toda noite.
E agora convivo com a obrigação de terminar os trechos das histórias que iniciei na série ‘Utopismo’.
E acabei de encontrar rascunhos e outros textos prontos mas que na época certos motivos haviam-me feito desistido de postar.
Mas agora…

Irei postar todos.

Mesmo que alguns não reflitam o meu emocional atual.
Mas eu não me importo…
Ficarão apenas como... Recordação.

 

►NowPlaying: Whataya Want From Me – Adam Lambert

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

~ Fuga para Avalon (Utopismo nº2) ~

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Os respingos da terra molhada colorem de marrom as minhas vestes.
o tilintar das minúsculas argolas de metais entrelaçadas de minha armadura.
Galopadas ofegantes.
Precisava largar a minha vida passada.
Era necessário abandonar aquele vilarejo.
Sentia o fruto de meu ventre remexer-se.
Era uma sensação prazerosa.
Porém preocupante.
O pai havia ido para o campo de batalha.
Não era otimista, eu não poderia ser.
Provavelmente já estaria morto por melhor que fosse embainhando sua espada.
Lágrimas escorriam para os meus cabelos, mudavam o seu curso natural por causa do vento.
Pedia a deusa para que ela ouvisse as minhas preces.
A Igreja jamais saquearia a minha crença.
Que as brumas de Avalon chegassem aquele lugar e permitissem a vitória ao meu povo.
Que o meu marido pudesse pelo menos encarar os olhos de sua prole ao menos uma única vez.
Realizava estas súplicas enquanto abandonava o vilarejo. O meu passado ficava para trás.
Não era seguro. Eram animais e não homens quando perceberam que havia uma mulher sozinha. Uma viúva.
Não poderia correr o risco.
Que este cavalo possa levar-me para o refúgio.
Que possa levar-me para os únicos braços a qual me deitarei.

 

►NowPlaying: Ameno - Era

~ Fugitivos ~ (Utopismo nº1)

- Primeiramente devo explicar este projeto que inicia-se:

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Segundo Wikipédia definição de Utopismo: “consiste na ideia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O utopismo é um modo absurdamente otimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.”

[Alguns amigos com seus comentários fortaleceram com elogios a ideia de que escrevo bem em narrativas. Meus sonhos (que creio eu que não sejam tão fora do comum assim) passam em minha mente como filmes de Hollywood (às vezes alguns autores de lá aparecem também. Risos). E alguns, geram boas histórias. Então aqui publico um pedaço de escrita, um desejo, uma expectativa… Um dos meus sonhos.] – TayKiller 

 

[Parte 1]
~
Uma Trajetória ~

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Lá estava ela, mais uma vez suas finas pernas equilibravam-se sobre um belo salto alto.

Precisava passar um ar de prepotência, respeito em primeiro lugar. Acessórios que valorizassem o seu orgulho.

Que pessoa hoje em dia não pode ser orgulhosa?

O tarde era com pesadas nuvens que anunciavam uma chuva de verão para o anoitecer. O clima era extremamente agradável. Quente para usar short. Fresco para colocar sua regata transparente abotoada pelo meio.

As ruas eram arborizadas e pouco movimentadas de paralelepípedos e com casas que remetiam ao período colonial.

Ignorando sua preguiça enraizada, às vezes ela gostava de caminhar pois o dia sempre era mais proveitoso quando caminhava-se e observa-se com mais calma todos os detalhes paisagísticos. O olhar fotográfico jamais a abandonaria por mais que a entristecesse não poder levar sua câmera para todos os lugares.

 

[Parte 2]
~ A Cafeteria ~

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Assim que avistou os pequenos degraus na calçada reconhecera o seu destino. Um pequeno apartamento de dois andares recoberto de pedras cinza-chumbo, o cheiro de café fresco exalava pelas janelas de madeira rústica do segundo andar…

Subira os degraus, e abrira a porta decorada com vidros quadrados. Um sininho tocara avisando a todos que mais um cliente havia chegado.

Sentado na terceira mesa ao lado da janela lá estava ele. Acompanhava-a com o olhar, pelo visto, desde quando ela surgira na calçada. Sorria, porém de um modo contido com uma expressão séria.

Sua expressão séria, já era natural de sua parte. Mas o sorriso… Não diria algo forçado, mas era incomum.
Dei um largo sorriso em troca e acenei caminhando em sua direção. Sentei-me na ponta da típica poltrona de lanchonetes americanas em formato de ‘C’ e ficamos frente a frente.

Demos um firme aperto de mão e o barulho de seu luxuoso relógio de prata mesclava-se com o chacoalhar de minhas pulseiras folheadas douradas.

Perguntas clichês iniciavam a conversa. Nossas vidas, famílias e carreiras iam muito bem graças à Deus. Até sermos interrompidos pela garçonete. E mais uma vez pediria meu submarino por causa do chocolate é claro e sua montanha de chantilly. Ele e seu pedido clássico. Café forte. Somente café. Nada mais, nenhum enfeite. Simples , direto e seco. Como sua personalidade. Se o café fosse servido frio combinaria melhor ainda.

[to be continued…]

 

►NowPlaying: Beautiful – Akon

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

~ Liberta-se e Capricha ! ~

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Ah! Finalmente eu posso escrever o quanto eu quiser.
Terei um mês inteiro para definir detalhadamente tudo o que necessito.
Minha cabeça dói, mas quem liga se terei um dia inteiro para me livrar dela depois?
Um peso de minhas costas foi destruído.
E hoje encontro me disponível para resolver as questões do meu âmago emocional.
Todos os meus desejos momentâneos irei satisfaze-los.
E que toda a culpa seja esquecida.
Ah! E como eu quero praias e cachoeiras para dedicar-me ao relaxar e fotografar…
Ah minha preciosa fotografia! Dedicarei meu tempo à você... Como senti sua falta!

Decidi mudar algumas coisas.
Talvez isso seja perceptível daqui a um tempo aqui.
Desligarei-me de noticiários dramáticos, cansei da minha revolta muitas vezes inútil.
Se quem deveria fazer algo pois tem o poder para realizar isso esta apenas coçando o saco.
Entendam como quiser.
Serei forçada a entrar no meu mundo de sonhos... E esses finalmente tornar-se-ão mais belos
O longo tempo de descanso e a calma inibirão meus pesadelos - assim espero.
E que esse mês... Ah! Esse mês será tudo o que eu mais esperei o ano inteiro.
Será o mês que validará o resto do ano.
Será o mês que me fará esquecer todos os outros.

 

►NowPlaying: Skeleton Boy – Friendly Fires

sábado, 1 de dezembro de 2012

~ Desculpe-me. Os Opostos Não Se Atraem ~

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Eu não quero assumir a culpa.
Vejo seu coração cair em pedaços.
É doloroso ter esse remorso.
Eu não quero ser a dona do seu sentimento.
Quando eu já possuo os meus em frangalhos.
O que você tem a me oferecer é muito, transborda.
E o que eu tenho é tão escasso…
Facilmente violável.
E eu sou quem mais facilmente quebraria este pacto.
A ausência de firmeza torna a relação fraca ao ponto de ceder a outra.
Eu não quero bancar a monstra insensível.
Por isso não posso iludi-lo.
Não posso usá-lo para satisfazer desejos momentâneos
Você merece sentimentos duradouros e sentimentos verdadeiros.
e não apenas uma saída.

 

►NowPlaying: Let Me Go – Three Doors Down

~ Tentando Consertar o Passado ~

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Como explicar para os seus entes queridos que não se coloca expectativas sobre pessoas?
Que as pessoas não nasceram para se pôr expectativas umas nas outras mas sim cada uma em si mesma, em suas próprias capacidades.
Eu me pressiono tanto…
E só vejo as expectativas crescendo.
Eu vejo tanta convicção em suas falas
Como se já tivessem dado uma espiada no futuro e esta visão fosse à prova de erros.
Eu vou me sentir um lixo se decepcioná-los.
Eu tento acreditar em mim mas o medo só cresce.
Ele mais uma vez…
Podia jurar que havia perdido o medo do escuro.
Mas me encubro mais com o cobertor por ter visto a cortina mexer-se na escuridão.
No fundo eu ainda sou uma criança cheia de dúvidas mas com uma vontade insaciável de aprender porém, morrendo de temores de falhar.
Com suas esperanças e as expectativas alheias.
Odeio iludir as pessoas.
Odeio não atender as suas expectativas.
Desculpem-me por não ser perfeita
desculpem-me por não ser o que vocês desejavam.
Eu sou uma incógnita ate para o meu próprio cérebro.
Que Deus esteja comigo amanhã.
Precisarei do máximo possível de meus pensamentos.
O sonho de realizar a graduação que desejo ainda não morreu.
Está mais vivo do que nunca.
Mas ainda há o medo realístico, o medo que começa com uma pergunta: – “Mas e se… ?”
O desejo é incontrolável, pois eu não posso ter que explicar os motivos de não ter me empenhado.
Não quero, não posso.
As coisas tendem a piorar, por isso devo esforçar-me e agora rezar para que elas estejam ajeitadas para o próximo ano.
Por favor, é só este o meu desejo.

 

►NowPlaying: Rebirthing – Skillet

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

~ Fragmentos Perdidos De Felicidade ~

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Perdi a conta de quantas aulas eu matei, 

Só para me encontrar com você.

Éramos fugitivos.

Refugiávamo-nos em qualquer lugar vazio.

Somente eu, você e o som de nossa respiração.

Ofegantes.

Sorrisos, olhares, sensações…

Inesquecíveis.

Meu cabelo atrapalha o nosso beijo, desculpe-me.

Mas era sempre bom quando você o afastava de minha face.

Vamos tratar da nostalgia sem o lado melancólico.

Sorrio quando lembro do passado.

Devo sorrir. Não devo esquecer dos momentos bons.

Se eu sinto falta?

Mas é claro que sinto, que idiotice a minha dizer que não.

Porém é difícil ter que fingir que não sinto falta de você.

 

►NowPlaying: Hot – Avril Lavigne

domingo, 25 de novembro de 2012

~ Realidade Com Fim Fictício ~

Não tinha papas na língua.
Porém era tímida.
Escondia bem o seu lado ruim.
Poucos sabiam. Poucos a conheciam. 
Na frente de parentes era a boa filha.

A estudiosa, a comportada, a criativa bem educada.
Em casa era o desastre, a abobalhada, a escandalosa mal educada.

Ela tinha ciúmes.
Inúmeros motivos faziam-na entupir-se dele.
Suas primas pareciam filhas e tias
E ela, só uma desconhecida como um parente distante dentro de casa
E na frente dos amigos, pra uns era a inteligente e criativa.
E para muitos só uma vadia louca qualquer.
Era difícil conquistá-la, e para alguns fácil beijá-la.

Uma hora a análise vem e as verdades são atiradas em sua face.

- “Ele gritou comigo? 
Nesse momento percebi que havia ficado mais velha.
Retardados... Tremendo retardado.
Meus dedos tremem. Meu abdômen dói.
Sinto-me enojada. As reviravoltas aqui dentro dizem.
Fome. Era pra eu ter me alimentado direito ontem.
Pelo menos eu estaria melhor disposta hoje.
Reclama da minha voz mas a culpa é sua.
Quem me criou assim?
Vou reclamar falando baixo? Desculpe-me mas não sei fazer isso.
Você me manda pra puta que pariu agora mas quando eu realmente for você vai chorar todos os dias.
Eu também vou chorar. Mas o meu orgulho sempre será mais forte.
Terei pena do dia que conhecer-me de verdade.
Você me criou e é a pessoa que menos me conhece no mundo.
É legal ver uma máscara bonita não acha?
Droga. Eu não posso ter anemia.
Isso me lembra que não terei mais coisas.
Foi você quem disse.
Tudo porque eu reclamei de uma lasanha. Puta que pariu digo eu!
Mas que inferno você está vivendo?
É necessário desabar todas as suas mágoas pra cima de mim?
Eu estou pouco me importando para as minhas quanto mais as do resto da família.
Elas não levam a nada mesmo.
Só o tornam uma pessoa fria. Chata. Ignorante. Estressada. Mau humora... Oh wait!
Acho que já sei o que esta acontecendo aqui...

Eu fiquei adulta. Eu preciso estudar. Eu preciso dirigir. Eu preciso manter uma postura. Eu preciso entrar na faculdade. Eu preciso… Agir como adulta. Eu preciso… gostar de coisas de adulto…”
 
Ela perdeu um bom tempo pensando.

Mas ela não queria abandonar sua zona de conforto.

Precisariam arrumar outra filha.
Aquelas palavras a feriram.
O que ela havia feito de errado?
Então de tanto se inquietar por tanta pressão. Eram tantas perguntas, eram tantas obrigações.
Não suportou. Desistiu, correu e pulou.

“Pobre covarde.”
”Segundo andar.”
“Não suportou a pressão.”
 
– Comentários de pessoas aleatórias sobre o caso.


Atingiu o vidro.
Partiu-o em míseras partes.
No chão haviam pedaços.
Estava lá, caída, partida.
Cacos.
Dela e de vidro.

 

►NowPlaying: World Behind My Wall – Tokio Hotel

sábado, 24 de novembro de 2012

~ Submersa ~

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Ah! Deixe-me ser egoísta…
Perdoe-me planeta Terra pelo desperdício...
Mas eu não estou bem…
Desculpe-me mas essas gotas quentes em minhas costas...
Como eu amo essa sensação!
É sempre a mesma… Assim como a satisfação e a sensação de prazer.
Desde quando era uma criança ingênua sem problemas.
O mesmo hábito durante o banho.
Creio que isto nunca irá mudar.
A minha relação com a agua é antiga e está presente em todas as minhas memórias primordiais.
Quando mergulho e abro os meus olhos é como se estivesse em outro mundo.
”Deixa eu ficar só mais um pouco!” – A rotina dos mesmos imploramentos ao final da aula de natação.

Meus sonhos são repletos de cachoeiras e lagos virgens.
Verdadeiros hidro paraísos.
A água tem o poder de fazer com que parte dos meus sonhos se tornem reais.
Minhas reflexões são mais aguçadas e meus problemas inexistem quando estou submersa.
Lágrimas são apenas gotas.
E são carregadas para longe do meu corpo.
Talvez minha relação com este elemento deve-se ao fato da água estar sempre mudando de forma.
A cada condição ela esta num estado diferente.
E como isso lembra minhas atitudes…
O mesmo elemento. Formas diferentes.
Irônico não?
Com cada pessoa que conheço ajo de uma forma diferente.
Poderia dizer que alguém me conhece de verdade?
Não. Ninguém me conhece de verdade.
A água possui o estado líquido que todos gostam.
É o essencial, o idolatrado, e admirado estado líquido.
Nada vive sem ele.
E aquele estado é o que mais faz-me sentir bem.
Preciso encontrar o meu estado líquido.

 

►NowPlaying: Everybody’s Changing - Keane

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

~ Bad Girls Do It Well ~

Eu serei o teu vício.
Tu és o meu usuário favorito.
Adoro ver como se perde, como altera-se.
Como muda o teu semblante longe de minha presença.
Serei a tua droga mais ilícita.
Tua abstinência é tão admirável.
É tão cruel e perversa…
Qualquer coisa que lembre a mim serve não é?
Mas nunca será exatamente igual…
Sou o teu doce predileto.
Eu sou o teu sabor.
- Oh… isso dói sabia?
- Oh Shit
- Mas… Continua me aperte contra a parede.
- Isso é muito bom… Apenas continue.
- Agora diga. Apenas diga nos meus olhos que prefere outra pessoa. Quando os seus instintos imploram pelo contrário.
Eu sou o seu contrário, o seu avesso.
E eu sei como você gosta do inverso...
Ah… E como gosta… Cada toque, cada beijo e cada olhar diz isso.
Eu serei o teu veneno.
Eu quero lhe matar, mas por favor me engole antes.
Beba-me, coma-me, suga-me.
Beije meus lábios e contamine-se com a morte.
O último adeus é sempre o mais prazeroso.
As lágrimas são deliciosas.
Estarei na sua cor.
Nas entranhas de sua pele.
Naquela tatuagem paga com a dor.
Serei o teu suor. Que escorre por todo o seu corpo.
Estarei no brilho do seu olhar.
Pois cada impulso elétrico seu será sobre mim.
Seus neurônios irão pifar cada vez que se lembrar de minha presença.
E o meu nome reinará em cada rua, esquina, arquitetura e pessoa que você ousar olhar.
Eu estarei lá. Minhas feições estarão lá.
E só assim um dia irá perceber que sua vida não depende mais de você.
E que a cada batimento seu…
Dois são reservados para mim.

 

►NowPlaying: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me - U2

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

~ Num Dia Mata Noutro Morre ~

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Queria poder dizer que gosto de observar as estrelas a noite. Quando na verdade apenas vejo fotos da NASA em meu monitor. O meu céu não é mais negro ou azul. Deixou de ter as cores frias da noite para possuir cores quentes. Alaranjadas... Depois querem dizer que o planeta não esta superaquecendo.
Problemas.
Na minha casa, na sua casa, na nossa casa.
O que seria de nós sem coincidências felizes?
Seria a vida feita para agradecermos?
Seria a nossa vida necessária para o planeta Terra?
Nós é quem devemos ter respeito por ela.
Todo dia brincamos e gozamos da sorte.

Descobri que o legal é ser ignorante, o legal deve ser não formar uma opinião.
Porque se formos parar para pensar…
Todo mundo está errado e todo mundo vai para o inferno ou para algum lugar terrível.
Motivo: Cada um tem uma opinião e vai discordar com a do outro em vários casos mesmo com provas.
E de acordo com as religiões quem não segue elas está errado e está perdido e quem não acredita nenhuma delas já irá direto pra algum lugar ruim.
É um buraco sem fundo de perguntas sem respostas.

Eu não sei o que deveria fazer.
Tenho personalidade múltipla?
O que está certo? E o que está errado?
Preciso de uma base. Ensinaram-me a desconfiar.
Hoje eu não tenho mais certeza. Nem em mim mesma. Perdi a minha confiança, perdi as minhas esperanças. Estou desistindo. Existe alguém para resgatar?
Às vezes eu só quero dormir e nunca mais acordar. Minha essência, minhas ideologias, tudo vai se esvaindo aos poucos.
Ninguém gosta de choro assim como ninguém gosta de fraqueza. Todos correm, abandonam e ignoram.
E eu continuo na vergonha de assumir carência.
Assumo que sei e posso me virar sozinha. Eu sei fazer. Eu consigo fazer o que eu quiser. Mas são os meus pensamentos que me impedem.
Os meus pensamentos me assustam.

Os meus pensamentos querem me matar.

Todo dia é uma luta constante entre eu e eles.
É um esforço tremendo para não expressar o que eu realmente penso. Todo dia a mesma luta, a mesma máscara. Que está esta tão velha e desbotada e prestes a cair… Não! Ela não pode cair.
Eu não posso libertar o que há aqui dentro.
Não posso… Não posso!
Eu preciso de ajuda. Tudo se repete.
Inclusive as minhas ações.
Múltiplas personagens. Múltiplas ideologias consigo.
E só uma… Apenas uma deseja se adequar ao sistema da sociedade. Deve ser por isso que não consigo transmitir afeto.
Quem sou eu?
Existe alguém com quem eu consiga ser eu mesma além do mundo fechado de meus pensamentos?
É… Eu quero ir para lá….
O Meu mundo.
E de lá nunca mais sair.
Eu quero o perfeito. E o perfeito é tudo o que me agrada.
E agora? O que eu posso chamar de vida?
Mas o que é a vida?
Eu cansei da vida mas tenho medo de morrer.

 

►NowPlaying: Creep – Radiohead

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

~ “Um Doce Nada” ~

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Vivendo um vazio.

Abriu-se um enorme buraco negro em meu peito.

Sugou meus sentimentos, sugou muitas pessoas.

Deixou-me sem amigos, sem esperança

Reina a desconfiança.

Me sinto só, em meio a bilhões de pessoas.

Habito o meu quarto.

Habito as minhas ilusões.

E cada vez menos agradeço a realidade.

Mãos discam por um número.

Não posso ligar. Não tenho um psicólogo.

Não quero, não posso precisar disso.

Eu sou normal, eu sou normal, eu sou feliz.

Súplicas, implorações.

Choros absorvidos.

Lágrimas internas. Tudo está cinza e vazio aqui dentro, e por fora tudo aparenta estar bem…

Até quando?

Até quando irei suportar sem explodir?

Sou instável.

Sou uma constante mudança de turbilhões de pensamentos e achismos.

Nunca há certeza. Sempre em pé na corda bamba acima do muro.

Dividida entre o que pode e o que não se pode fazer.

Entre o que eu deveria estar fazendo versus o que eu estou realmente fazendo.

Tudo é prejudicial.

Nada esta certo.

Nada vai me fazer bem, mas eu simplesmente faço.

Deixo de fazer coisas que gostaria por saber que fariam-me um mal maior e trariam me mais problemas.

Deve ser por isso que estou realmente sozinha.

As pessoas aproximam-se de mim superficialmente.

Sou a boazinha que executa todos os favores e aguenta calada, suporta calada.

Tento ser legal, sem receber nada em troca e isso é ruim.

Sinto ciúmes.

Sofro calada.

Morro de ciúmes.

Morro calada por dentro pouco a pouco por esconder quem eu sou.

Não quero ficar mais sozinha do que já estou.

As pessoas teriam medo de se aproximar, deixa, não quero contaminar ninguém com o meu melancolismo.

Tudo o que eu quero eu não posso ter.

Eu tenho que esperar…

E essa maldita espera só me corrói e quando essa chega ao fim.

Só me fode.

É! Dane-se as palavras.

Ah é! Esqueci de avisar,

Tenho a boca suja.

Sou higiênica por fora, mas meus pensamentos são podres, e minhas palavras doces, são fora do prazo de validade.

São ditas da boca pra fora,

São por educação e não por sentir de fato.

Ah, eu não sinto coisas puras…

Eu escondo tudo o que é bom.

E na hora que se deve falar, saem apenas as sujas, as inescrupulosas, e as horríveis palavras.

E esse texto?

Ah eu apenas digito.

Só pressiono teclas.

Dedos movidos pelas primeiras coisas que surgem-me a mente.

Pois essas meu caro… Ah! Essas sim são as verdadeiras.

Meus dedos doem, mas eu não paro, continuo sorrindo, tenho que falar, tenho que desabafar.

Deveria levantar e ir comer alguma coisa. Mas continuo aqui. Algo me prende. Mas tudo bem.

Não quero jantar mesmo, quero sumir.

 

►NowPlaying: Take Me Somewhere Nice – Mogwai

domingo, 28 de outubro de 2012

~ Mais que palavra chula. Uma terapia. ~

Quer saber? Foda-se!

Eu cansei, já chega, já deu, já machucou e já doeu.

Cansei de sofrer, cansei de me importar mais com os outros do que comigo mesma.

Cansei de ouvir conselhos, ordens e palavras. Os únicos que vou seguir serão aqueles que me dão força para ser eu mesma.

Estou pouco me importando para as consequências que virão.

Vou falar o que eu quiser, fazer o que eu quiser, usar quem ou o que eu quiser.

As pessoas sempre me usaram, só lembram de mim pedindo favores, e eu nunca pedi nada em troca, sempre fiz com um sorriso, mas agora, por que não uma troca equivalente?

Chega dessa frase babaca que fazer o bem sem olhar a quem ou então fazer sem esperar algo em troca. Eu vou cobrar sim. Quando, eu fizer algo pra alguém.

Se eu continuar vivendo dependendo, vivendo em função da opinião dos outros, sejam pais, professores, papagaios e periquitos, eu serei a pessoa mais infeliz do mundo.

É sim senhor. Os conselhos mais importantes já aprendi com meus pais, e muito obrigada. É difícil, é doloroso seguir sozinha, mas uma hora isso tem que acontecer. Engulo o choro, calço o all-star surrado e sigo em frente. Pois no final estarei pior do que o próprio tênis.

Mas foda-se. Se me proporcionar um ar de satisfação, eu esquecerei cada tombo. Se serei geneticista, se ganharei bem, se fotografarei, se ganharei mal, me preocupa, mas o que importa é poder fazer o que eu gostar no final do mês.

Vou dançar como eu quero, vou usar a roupa que eu gostar, vou beber o que eu gosto e sair com quem me deixar mais feliz e é claro que proporcionarei algo em troca,  mesmo que isso afaste outras pessoas, foda-se mais uma vez. Mesmo sendo legal ninguém é meu amigo de verdade mesmo, quando eu era legal e considerava meu melhor amigo só me fodia depois, com todos, sem exceção, cambada de filhos de putas que só iludiram a boazinha otária aqui. Agora também ninguém é mais, quero mais é que se fodam nas suas vidinhas bem longe de mim.

É, custei mas aprendi. Não existo pra agradar a todos. Não existo mesmo pra isso. Cansa, Cansa demais tentar ser a perfeita. E no final o que sobra é um coração em pó - Pedaços já se deterioraram a muito tempo – Uma mente insana, uma saúde em frangalhos e pobres objetivos.

Vou viver a tal vida não é? Já que meus pais decidiram me colocar nesse mundo de críticos canalhas e hipócritas, eu vou viver né, agora aguentem! Já que dizem que é covardia tentar sair daqui… Mostrarei que sou forte, não pelo meu desvantajoso porte físico, mas com o meu intelecto, a minha destreza, a minha sagacidade. E vou sair sim, uma hora arranjarei condições de viajar para bem longe da rotina deste lugar, se será melhor ou não eu não sei, vou me arriscar. Me adaptarei ao sistema da minha forma, e se puder fugir eu irei, pois vontade é o que não me falta. 

 

►NowPlaying: Not Myself Tonight – Christina Aguilera

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

~ Carrossel de Ilusões ~

50-Trivia-About-DreamSonhadora. Adeus realidade. – Uma breve história contada através de fotografias. Que não são de minha autoria.

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Lady From Shanghai FinaleRaríssimas imagens para representar esta cena, atores nada fiéis as minhas ilusõestumblr_lgze57uBvu1qf38p7o1_500_largetumblr_m8r4rfsLvV1rbnz7so1_500_largecouple-amusement-park-sunlight-elephant_large psA pelúcia era maior. Não era um animal pertencente a realidade.382506_340562176024281_1491741615_nFotos que gostaria de ter tirado de lugares que gostaria de realmente ter estado.tumblr_m5mib4Yo3F1rp1pgvo1_500_largetumblr_m8ayg4ImZQ1r4ieg2o1_500_largeLonga exposição

Adormecer…
Tire-me daqui.
Afastai todas as coisas que me afligem.
Mergulharei de cabeça em seu poder sedutor.
Cairei em seus artifícios.
Deixarei ser guiada.
Provarei deste novo mundo.
Perdi o controle.
Fui dominada, arrastada, arrancada de minha realidade.
Sonhos. Ilusões. Minha vida fora uma. Já que tudo mudou, por que não viver justo no mundo utópico?
Ninguém faz questão de tornar esse aqui.
Segure a minha mão.
Acene-me adeus pois eu irei partir.
Serei respeitada, requisitada... Amada.
Meus desejos serão 'reais'.
E todos estarão presentes.
Só não irão se lembrar depois.
Viva a fantasia! - Berrava o palhaço do enorme parque de diversões. O céu era negro. Havia constelações.
Colocava na boca mais uma pipoca de saber doce que amava. Enquanto dava passos largos vestindo roupas elegantes, cabelos esvoaçantes e saltos estonteantes.
Adentrei na casa de espelhos.
Espanto. Não pela minha forma desfigurada, mas com as costas da mão alisava o rosto. Macio. Limpo. Seco. Liso.
Sorrisos. Mais uma surpresa.
Braços fortes envolviam minha cintura.
Era ele.
Reconheceria suas luvas verdes em qualquer lugar. Beijara-me a bochecha. Meus hábitos ocidentais.
O mesmo riso, as mesmas cicatrizes. Beijei-o.
Ele havia feito parte de toda a minha vida consciente. Primero amor. E por tanto tempo de espera aceitando a minha felicidade com a realidade... Mas sempre que esta me destruir... Ele sempre estará lá, sempre me coloca de volta no lugar.
Mais uma vez caminhávamos de mãos dadas.
Minha fisionomia... Tão diferente.
E a dele, a mesma.
Em direção ao palco tentava segurar a gigante pelúcia amarela em um dos braços. Enquanto segurava o milk shake de ovomaltine com a outra.
Ele ria e me abraçava no meio de toda aquela situação.
Cegantes luzes coloridas espalhadas pelo campo de visão. Fotografias de longa exposição e bokeh. A pesada câmera devido a sua lente de 70-200mm balançava em meu pescoço, parecia acompanhar o ritmo saltitante da minha felicidade.
Arrepios. ‘Mr. Brightside’ começara a tocar. Reconheceria aquele solo inicial em qualquer lugar.
Lá estava o meu Brandon, a minha banda.
A platéia ia ao delírio.
Enquanto quem realmente estava delirando era eu.
É proibido pensar que é apenas uma ilusão.
Se for para perder a memória. Que eu perca as ruins. Mesmo que eu tenha que inventar boas para coloca-las em seu lugar.

 

►NowPlaying: City of Dreams – Alesso & Dirty South

sábado, 6 de outubro de 2012

~ O Banho ~

Parte 1 – ‘HidroParaíso’
Um giro rápido.
Água, corpo e vapor embrenham-se num box.
Sensação arrepiante.
Agacho-me.
Água fervilhava pelas minhas costas.
Fechava os olhos com prazer.
Tantas coisas para pensar.
Vejo meu reflexo na água sob meus pés.
Havia a forma de um coração.
Pobre romantismo esfacelado.
Enquanto refletia, gotas percorriam a minha pele nua.
Desciam-me pelas coxas. Fazem o meu contorno.
Nu artístico. Mas não revelaria meus segredos mais íntimos para um qualquer.
Mas uma boca, um desejo, uma lembrança contornavam pelas minhas silhuetas.
Sonhos vazios.
De tão sozinha, não havia alguém para satisfaze-la mesmo no lugar onde qualquer um poderia existir. Nenhuma personalidade encaixava no seu preferencial a não ser ela mesma?
Os pensamentos assustavam-me enquanto o calor derretia minha pele.
Girava de volta.
O relaxante barulho de cascata cessava.
Um espelho embaçado. Um sorriso, um olhar psicopata. Secava o rosto. Recolocava a máscara. Ajeitava o cabelo. Um sorriso doce. Uma pessoa normal.
O lado oculto se recolhia.

Parte 2 – Refúgio
Fecho a cortina e impeço-me de ver o tempo.
Silêncio na minha clausura.
Calafrios percorrem minha espinha.
Olhares. Eles estão a espreita em toda parte.
Qual criatura perversa minha mente irá criar dessa vez?
Que par de olhos vermelhos irão me fazer correr e gritar pelo corredor escuro na madrugada mais uma vez?
Medo... Que não só me trás historias engraçadas (sempre coloco uma pitada de humor nas minhas situações irreverentes para que as pessoas não vejam-me chorar feito criança ou reclamar feito um idosa), o medo só serve para prejudicar minhas atitudes.
Ele lesa minha mente. Ele me traz nervosismo.
Necessito parar. Eu sei que nada irei ganhar contando isso. Mas é a única coisa que eu faço.
A única coisa que me mantém sendo... Útil (?)

Parte 3 – Despertar
Assim que acordasse pela manhã, voltarei a realidade.
A minha rotina que havia sido quebrada por festas e alegrias entre amigos e familiares.
Mas... Com o que irei sonhar?
A minha ‘vida noturna’.
Existem tantos lugares para visitar. Mas para chegar ate lá existe um preço a pagar.
Minha sanidade.
Visitar os lugares oniricos fazem apegar-me mais ao lado ilusório e sentir repulsa pela realidade.
E isso não pode acontecer. Não de novo.
Já experimentei as consequências.
E hoje tenho que cuidar sozinha das sequelas.

Aqui se encerra um breve resumo de minha rotina.

 

►NowPlaying: Tomorrow Comes Today – Gorillaz

domingo, 30 de setembro de 2012

~ Uma Data, Muitas Mudanças ~

Este blog é e sempre será como um diário virtual pra mim, então, não poderia deixar de postar e registrar esta data tão especial.

Hoje completo 18 anos de existência.

Hoje é o dia da tão sonhada maior idade. A qual eu realmente farei questão de ser recheada de festas, novos amigos, e responsabilidades.

Já sei que posso ser presa, mas já possuo maturidade o suficiente para não realizar ações que destruam o meu futuro repleto de vitórias!

Sim, hoje eu quero sentir-me renovada, estarei confiante, disposta e responsável.

Hoje eu irei sentir-me adulta. Sim, quero fazer questão de mostrar a todos o quanto eu mudei não por palavras, mas sim por atitudes.

Que Deus me dê toda a sabedoria e disposição de uma guerreira como a minha mãe, e toda a seriedade e responsabilidade do meu pai.  

Que todas as lágrimas que um dia derramei sejam hoje motivo não de se arrepender, mas sim, para aprender o que não se deve fazer, em que palavras não se deve acreditar, em que coisas não deve-se pensar.

A partir de hoje, serão apenas sorrisos, bebidas e amores. Trabalhos enobrecedores. Palavras de pessoas orgulhosas por minha existência.

Continuarei sonhando. Todos os dias, e não importa qual for a minha idade, estarei lutando para realizar todos eles.

Não devo enxergar a minha essência, o meu viver como um mero desperdício de espaço e matéria orgânica. Eu estou aqui por uma razão extremamente importante. Eu vou acreditar que minha existência é essencial para o mundo.

Que eu saiba vencer as adversidades com um sorriso no rosto. Com o ar e o pensamento de uma nova mulher: Confiante em minhas ações, para poder realizar muitos sonhos. E que em cada dia eu tenha forças para fazer uma nova conquista. 

- Thaís C. em 29/09/2012

 

►NowPlaying: Sweet Nothing – Calvin Harris feat. Florence Welch

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

~ Malícia, Bonecas Descartáveis e Borboletas Estomacais ~

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Seria tão difícil assim alguém dizer o que sente por mim de uma forma decente?
Sempre a mesma coisa. Pessoas que dizem frases clichês tão repetitivas e cansativas.
Nada é diferente, nada é conquistador.
Eu, difícil?
Acho que não. Dizem até que estou desesperada. Mas é difícil não se preocupar ou não desejar alguém que se encaixe quando todos o lembram dessa ‘obrigação’ o tempo inteiro.

Como conseguem ser felizes ‘sozinhos’?
Quando tudo diz que é impossível.

Todos gostam de um abraço apertado, de um beijo matador de saudades, e até mesmo de briguinhas idiotas. Mas eu não sei o que eu faço de tão errado que só afasta as pessoas quando na verdade queria que se aproximassem.
Odeio quando não consigo despertar algo especial em quem eu quero.
Nunca consigo mesmo. Seria falta de confiança na minha conquista?
Só consigo conquistar exatamente quem eu não tenho o mínimo interesse. Justamente por não condizer com o que eu preciso para ser feliz. Pois poderia dizer-me as frases mais clichês e conquistadoras do mundo. Para mim, tudo continuaria na mesmice.

Eu gosto de pessoas inesperadas. Devo ser insuportável.
Gosto de pessoas que me procuram assim como eu as procuro.
Sou do tipo que ainda se importa, se preocupa e sente falta de pessoas que… Pra elas eu sou apenas um número, ou uma vaga lembrança.

Cansei de correr atrás… Isso é tão… Deprimente.

Cansa demais ser a legal, a pessoa que elogia, que se preocupa, que finge estar bem quando nada está no lugar só para fazer com que a outra pessoa se sinta bem, se sinta feliz. E eu gosto de fazer as pessoas rirem. É uma pena que nem todas fazem o mesmo por mim. Cansei de ser boazinha.

É uma merda ver que grande parte das pessoas que demonstraram algum interesse, era apenas para ver se conseguiam convencer-me a ir além... É impressionante o quão preocupados e gentis certos caras podem ser apenas por uma transa.
Não sou e nunca serei a bonequinha inflável de ninguém. Descartável. Escondida. Envergonhadora.
É por isso que não dou a mínima quando dizem que sou muito maliciosa. É justamente essa maldade que protege-me de muitas ilusões. Após uma certa intimidade, tudo o que falam levo para segundas intenções e deixo bem claro os meus pensamentos. Se concordam e se mantém no assunto, é fato que meus pensamentos estavam certos. Mas eu não quero simplesmente sexo. Não sou um animal que deixa-me ser guiada pelos meus instintos. Não sou uma ninfomaníaca que satisfaz o desejo de todos para poder satisfazer o meu. E se fosse pra ser, gostaria de ser uma ninfomaníaca satisfeita com apenas um. E estou pouco me importando para quem acha que ‘fazer amor’ não existe. Se não existisse as pessoas não diriam com tanta certeza sobre.

Mas que droga! Serei forte reconhecendo e assumindo minhas fraquezas?
Eu quero sim alguém para chamar de meu.
Merda.
Eu não quero mais ficar sozinha, eu...
Quero alguém que eu goste mas que não me deixe sozinha quando eu mais precisar de companhia...
Alguém que fique feliz só por me ver e que seja sincero junto comigo. 
Eu vou chorar...
Mas não tem alguém que possa enxugá-las.
Foda-se o que você chama de carência mas essa é a verdade.
Um apelo.
Um pedido.
Uma súplica.
Quero que as coisas voltem a ser tão boas quanto eram antes. Tão estáveis, e com um aspeto de eternidade.

Meu aniversário está próximo… E eu mereço um presente que me deixe feliz a longo prazo. Não mereço?

Ouvi que para se viver tem que haver uma paixão. Qual será a minha? Sempre será a inalcançável? Não por favor. Chega! Eu quero aquela que seja recíproca.
Quero carinho, quero surpresas, quero palavras fofas. Quero ser procurada, esperada e desejada e não uma simples ficada. Quero mensagens de bom dia, boa noite seguidos de um eu te amo. Porém, pode ter certeza que não terei um pingo de arrependimento para gastar meus créditos respondendo todos eles. Eu só preciso de um abraço verdadeiro. De beijos e passeios para saciar os meus anseios.
Quero romantismo reinventado. Com algumas frases reformuladas de filmes para ambos poderem rir... Eu só quero poder dizer um eu te amo verdadeiro para enfim deixar de me apegar ao primeiro.

 

►NowPlaying: On Melancholy Hill – Gorillaz

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

~ Memories? Kill It With Fire ~

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Diário. Um lugar mágico onde no passado a maioria das pessoas escreviam o seu dia-a-dia.

O que pensavam, o que sentiam, o que queriam…

Colavam etiquetas de roupas novas, imagens de desenhos que assistiam, ingressos de cinema, papéis de doces que gostavam…

Bom, pelo menos o meu diário era assim.

Até que um dia, por ter sido lido por quem não deveria, e por suas reações tão… Escandalosas e traumatizantes, rasguei em minúsculos pedaços. Risquei o fósforo e assim vi cada peça de minha memória infantil e inocente em cinzas ser levada pelo vento.

Não considero aquele um bom dia. E pelo o pouco que eu me lembro não considero muitas das coisas que eu escrevi sobre, situações das quais eu compartilharia com alguém. A única pessoa que tenha vivido a mesma coisa, bom, talvez nem se lembre mais disso.

Irônico dizer que é a mesma pessoa a qual motivou-me a criar e escrever no blog, sem saber que eu fazia isto. Agora, o engraçado é lembrar que antes, durante um bom tempo eu dizia que ele seria a última pessoa a saber disto aqui.

E hoje é um dos leitores. Aconteceu por minha vontade, não sabia como falar coisas que apenas textos poderiam dizer… Lembro que já cheguei a bloquear o blog por alguns meses, apenas eu poderia visualiza-lo, não teria coragem de excluí-lo porque apesar de retratar muitos momentos tristes, decidira preservar o lado poético enriquecido de metáforas. Mas depois pouco me importei, não acreditava que alguém teria algum interesse em continuar lendo. Até que… Mais uma vez veio para surpreender-me, talvez deva ser isso o que eu admiro nele: Surpresas.

Anônimo. Um estranho, um admirador secreto, encantado pelo o que eu escrevia, um homem bem mais velho do que eu atrás de garotas mais novas, um pedófilo, pensei, mas eu já sou quase maior de idade, seria pedofilia? Viajei… Mas não dei muita importância, mas algo chamava a minha atenção, a curiosidade sempre é maior do que minha razão nessas horas. Então desconfiei de amigos, criei etapas eliminatórias, pensava em talvez, uma pessoa a qual eu fosse conhecer e conforme ele se mostrava, parecia ser, o cara perfeito. Imaginei mil coisas, mas recusava-me a acreditar que poderia ser ele. Não. Não poderia ser. Seria contra as regras, Seria contra tudo o que ele havia me dito no passado.

Criei eliminatórias, perguntas cujas eu já sabia a resposta de cada participante. Todos descartados, só sobrara aquele o qual eu recusava-me a acreditar que fosse, ou uma cópia perfeita de gostos dele com os meus, tantas coisas em comum que, talvez dessa vez alguém pudesse fazer eu me sentir bem. 

Insistira em meu telefone… Ainda havia a possibilidade de ser tudo coincidência e ainda estar falando com um desconhecido. Hesitei e enrolei algumas vezes. A angústia me venceu, eu queria falar com ele. Seja lá quem fosse. Mas no fundo havia a certeza da voz que seria quando eu ouvisse:

- Oi, tudo bem com você? 

Bom, não fora esta a primeira frase. Mas na primeira palavra… Os meus batimentos haviam disparado (que droga! Estou sendo sincera demais!).

Era a voz dele. O medo de ser um desconhecido com uma voz muito parecida com a dele havia misturado-se com aquele turbilhão de emoções escondidas que no momento haviam sido remexidas.

Ele ainda conversava fingindo ser um desconhecido. Idiotas. Eu não sei fingir. E eu também ainda me lembro de cada detalhe seu feito a palma da minha mão. Você é quem me desconhece agora.

Enquanto fingíamos ser apenas desconhecidos, era tudo pacífico, aconchegante e inspirador. Eu recebia elogios, perguntas interessadas em minha pessoa. Que mulher não gosta disso? Sorríamos. Quer dizer, de minha parte sim, era bom ouvir sua risada e suas brincadeiras, até mesmo quando tenta me enrolar. É divertido, isso eu não posso negar.

Até que decidi voltar a realidade. Decidi que conversaríamos como os melhores amigos (?) que havíamos sido. Após muitas enrolações e após eu chama-lo pelo nome. Parece que as coisas nublaram-se para mim.

Eu pedi a sinceridade, o realismo, então este fora o meu presente: Os elogios passaram a pertencer a outra pessoa, os planos, os sentimentos… A mim sobraram apenas as palavras frias, as brincadeiras que eu não gosto, e o adeus mais uma milésima vez. Eu revivera de novo o lado insuportável dele que eu tanto fiz para me afastar. Mais uma vez pensei que havia mudado, mas esqueço-me que pra mim, as coisas só pioram quando dependem dele.

Eu ainda não sei o que eu fiz de errado. Ou se lido com uma pessoa com doenças mentais. Como uma pessoa pode dizer que gosta, que adoraria a sua presença, mas que alguns dias depois diz exatamente o contrário justamente por preferir o de outra pessoa, justo no momento em que eu também adoraria fazer e dizer exatamente as coisas que foram-me ditas? 

Não gosto de lembrar deste acontecimento. Porém, não me arrependo do que aconteceu. Fico feliz por ter conseguido dizer, mesmo que , algo que eu havia prometido jamais fazer na sua frente, algo que sempre luto para não demonstrar a ninguém. Eu consegui dizer tudo, consegui expressar tudo o que estava guardado dentro de mim a quem eu deveria realmente falar mesmo que entre tantas lágrimas. Dessa vez ele não pediu para que eu parasse de fazer isso. Posso ter dito muitas palavras que não escrevo aqui, justamente por querer manter a formalidade. Deveria ter sido mais formal, e não utilizado tantas palavras chulas. O nervosismo removeu minha compostura. Quando disse que havia mudado… Não era em relação a isso...

Ter sonhado que conversava com ele como antes… Aquelas roupas, aquele lugar tranquilo e verde, risos e olhares. Confesso que não gostei de ter acordado lembrando disso. Pois, eu juro, não é invenção minha, ou qualquer alucinação. Não sei o que poderia chamar isso, não é um dejá vù, mas a única coisa que eu tenho certeza que vem me acontecendo depois que perdemos o contato é que:

Sempre que eu sonho espontaneamente com ele é porque vou vê-lo em alguma parte do dia. Sempre. 

Dessa vez não poderia ter sido diferente. Mais um dia da mesma rotina e na volta para minha surpresa, enquanto ouvia uma música que fazia-me pensar em tantas coisas, eu o avistei pela janela do ônibus, caminhando, sozinho. Queria poder dizer um leve ‘psiu’ ou um pequeno aceno. Mas considerei que seria ridículo de minha parte, então continuei apenas observando-o. Ah! Como não poderia deixar de comentar: Não gosto de seu cabelo curto. Mas que se dane a minha opinião. Não é ela que importa.

Ainda não sei o que motivou-me a escrever isso. Quer dizer, no fundo eu sei. Melhores amigos não abandonam simplesmente o outro por estar vivendo uma fase, por ser ‘contra ética’. Um melhor amigo sempre vai se importar com o outro, eles não desaparecem, eles confiam um no outro, não guardam mágoas e no fim sempre acabam se perdoando.

Melhores amigos não dizem adeus… Eles dizem: Até depois... Pois eles sempre sentem falta um do outro, eles sempre voltam a se falar no final.

Não é difícil de se acreditar que eu hoje em alguns momentos penso que quando ele mudou, nunca tratou-me como sua melhor amiga, se diz que sou, poderia provar-me o contrário?

O que eu poderia ter feito para lhe dar tantos motivos para fingir me esquecer e recusar até mesmo algum pedido meu? Apesar de tudo, eu ainda gosto de conversar tá? Eu só queria que ele agisse e falasse como meu amigo, e não como um infeliz que eu deveria esquecer. Eu lhe ofereci uma oportunidade de me conhecer realmente, de deletar o passado, e agirmos como pessoas adultas no presente, sem brigas, sem enrolações. Ao invés de deixar tudo tão confuso como está. Confesso que ainda não desisti, ele sabe como onde me encontrar.

Deveria apagar os textos ”Espelho D’Alma” e “Alguém” ?
Afinal, foram palavras ilusórias de um personagem fictício que motivou-me a escrever. Mas não irei apaga-los, se fizer isso, estarei realizando o mesmo ato de anos atrás. Não quero queimar este meu diário.

Sejam boas, sejam ruins, estas são minhas memórias.

 

►NowPlaying: You Know I'm No Good – Amy Winehouse

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

~ Caution! Radiation Hazard ~

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Em meu coração funciona uma usina nuclear.
Tão tóxico e radioativo para quem a possui,
mais perigoso ainda para os leigos que não sabem cuidar.

Corrói-me por todo o tempo. Onde havia o paraíso, o progresso o destruiu, as novas tecnologias, a ganância, as ilusões… Fui levada-me pela falsa esperança de mudanças. Hoje nada irá voltar a ser como antes.

Onde havia um belo jardim, hoje é nublado e ácido pelas nuvens tóxicas de radiação. Grandes instalações, não parem de trabalhar.

Impulsionar tantos hormônios para o resto do corpo… Transformando em sensações, reações… Mas chega uma hora… Tudo é finito.

E aí… O que fazer com o lixo? Altamente tóxico e corrosivo? Simples. Deixe-o lá. Tapado por grossas barreiras de concreto. E o que não couber? Despeje-o pelo resto do corpo. O que se armazena, bom, pode causar câncer. O que é despejado, transformam-se em dores pelo corpo. Ó vida corrosiva.

O amor é como urânio, césio, rádio…

Tão bonito de ver, tão produtivo, energético… Mas a sua má manipulação… E os seus restos… AH! Como eles vão te corroendo por dentro… E matam. Deixam marcas, deixam cicatrizes, deixam tumores horríveis.

O risco é alto pois minha despreocupação também é.
Não preocupo-me se armazeno, não preocupo-me em livrar-me disso, não ligo para o que deve ser feito em relação a qualquer coisa. Ninguém preocupa-se em ajudar-me com isso. Afinal, eu não preocupo-me em dizer ou demonstrar que preciso de ajuda.

É só adormecer que tudo passa.

 

►NowPlaying: Blow Me (One Last Kiss) – P!nk

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

~ Rebeldia inútil e desnecessária, Olá vida adulta! É quando uma jovem obedece ~

Não há mais o momento.
Não há mais o que se pensar, fazer, desejar.
A única opção que existe é viver.
Recordar machuca. Não permitirei-me sentir dor de novo.
É momento de ser ignorante.
Se preocupar menos, se adestrar mais.
É momento de agir contra a minha vontade.
Tempo de ser adulta, responsável, obediente.
Ser jovem irrita, é inútil, faz-me sentir saudades.
Ser adulto é ser sensato, realista porém com fortes tendências ao pessimismo.
Está na hora de fazer escolhas, não há mais como adiar.
Momento de arriscar em novas possibilidades, mergulhar no desconhecido mundo de sensações e sentimentos diferentes.
É tempo de estudar, trabalhar, dirigir, cuidar dos meus pais... Se virar totalmente sozinha... Ou acompanhada.
Mas quem?
Hoje, desligo-me até dos amigos antigos... Apego-me aos recentes.
Novas pessoas, com novas ideias tão parecidas com as minhas, ou as que eu desejaria cumprir.
Considero preocupante o fato de que não lembro mais de minha infância e adolescência...
Lembro-me de pouquíssimos momentos.
Ando esquecendo rostos, risadas, e aventuras... Questiono-me se é tão ruim assim.
Ou se tudo não passa de uma benção.
Devo me acostumar com rotinas diferentes e cada vez mais pesadas...
É tempo de aposentar-me da preguiça, das gírias, dos palavrões e dos "tanto faz".
Dificuldade é o meu sobrenome.
Eu só gostaria que, a recompensa dessas tais minhas escolhas certas seja gratificante...
Jamais direi no final.
Nunca se sabe quando irá terminar... E não quero perceber que tudo valeu a pena apenas no momento de minha morte.

►NowPlaying: The Sounds of Silence - Paul Simon and Art Garfunkel

terça-feira, 7 de agosto de 2012

~ Um Mal que Assombrava-me. Ressurge ~

Não admito, recuso-me a pronunciar seja quaisquer outra palavra.
Nada que sai de minha boca é levado a sério.
Risos... Risos constantes. Eternos risos.
Estavas quieta, calada e sussurros...
Ouvia-os perguntando sobre meu silêncio.
Mau-humor... Estresse, tudo borbulhava dentro de mim.
Mais um dia de minha rotina à flor da pele.
E enfim quando decidi pronunciar-me…
É sempre a mesma coisa.
De tanto tentar me distrair dizendo coisas fúteis,
hoje ninguém mais pensa que o que eu digo é minha verdadeira opinião, desacreditam que preocupo-me até demais com o mundo a minha volta.
É tão engraçado assim desejar possuir uma vida melhor?
Seria tão engraçado tentar lutar e se pronunciar com os seus ideais?
Deve ser por isso que a situação aqui esta uma palhaçada...


Vivemos num circo onde somos a platéia mas estamos vestidos de palhaços com maquiagens borradas e roupas cinzentas mas não somos a atração principal. Os mágicos somem com a nossa alegria e desaparecem... Deixando-nos a mercê de seus leões.


Gosto de metáforas, tento amenizar a drasticidade de nossa situação.
Mas desta vez é só... Deveria falar menos...
Deveria agir mais...
Impossível.
Não existe seriedade.
Desestímulo a minha vontade.
Tristeza em meu peito.
Poderia ser isto um adeus a minha adolescência?
Estaria cumprimentando a vida adulta? Tão acostumada, tão conformada… Estou apertando as mãos de meu maior pesadelo. Estou pensando em tornar-me tudo o que sempre lutei para não ser… Tudo o que tentei mudar e estimular nos outros…
Estou desistindo.

M’alma está blindada.

E a partir de hoje, não mais reticências em minhas palavras, sem mais “poréms”, sem mais talvez, o meu final inicia-se aqui.

 

►NowPlaying: Paradise – Coldplay

domingo, 5 de agosto de 2012

~ Alguém ~

Engraçado que quando eu digo: “Lembrei de alguém, lembrei de uma pessoa…”

Esse alguém, algo tão misterioso e indefinido,

sempre que eu digo isso é para esconder o que eu sinto.

Geralmente eram pessoas as quais eu nunca poderia mostrar o que sentia realmente, tanto pra eles, quanto para as pessoas que me conheciam, pois no final sabia que teria que me desapegar. Às vezes era difícil mentir… E apenas dizer que não se sentia nada. Sentir e não sentir, mais um paradoxo, um confronto em minha vida.

Esse ser tão invisível, e tão sem forma…

Sempre é justamente alguém que desperta algo diferente em mim.

Porém, sempre é a pessoa que eu jamais poderia revelar ao mundo. Eu não gostaria que as coisas continuassem assim…

Toda vez acontece a mesma situação, tão secreto, tão guardado para si, nada que possa ser apresentável.

Sentimentos ocultos pertencentes apenas a minha mente.

E os mesmos pensamentos sobre um futuro distante… E que nunca concretizam-se… Estou cansada de frustrações.

Poderia pelo menos desta vez… Ser diferente de todas as outras vezes? Mas quando digo diferente… Que fosse algo que deixasse-me feliz, e não que caísse no esquecimento ou no afastamento… Como sempre acontece.

Não quero precipitar-me, como sempre pedi, quero algo que fosse devagar… Que surpreendesse-me alegremente aos poucos. Que não me decepcionasse depois de tudo…Alguém que conhecesse-me de verdade.

Alguém que esteja lá quando ninguém mais estar.

 

►NowPlaying: Sun is Coming Out – Dj Meme

sábado, 4 de agosto de 2012

~ “Espelhos D’alma” ~

Poderiam esses míseros par de olhos refletirem toda a minha essência?

Cada pensamento, cada sentimento que existe dentro deste minúsculo corpo?

Quem sabes…

Editei, reeditei e por fim, resolvi mostrar parte do que realmente sou. Jamais postaria uma foto minha em qualquer outra rede social sem algum tipo de correção.

Odeio o meu rosto. E poderia dizer que não sou muito fã de meu olhar. Deve ser isso o que eles devem refletir. A minha insatisfação com o meu corpo.

Às vezes agradeço, às vezes reclamo… Sou uma constante indecisão… Apesar de ao optar por não fazer alguma coisa, já estas fazendo uma escolha. A vida é repleta delas. A vida é e sempre será uma escolha… Pode não ter escolhido nascer… Mas sempre há a opção de mudá-la… Ou fazer cara feia para o parente querido e jogar o presente fora.

Agradeço pelos incentivos para continuar a sorrir e não me importar tanto com isso, e por esse pequeno espaço onde posso ser quem eu realmente sou. Apesar de ainda não poder revelar a minha “máscara” cotidiana. Um dia, talvez, tudo seja diferente. Já mudei o estilo dos posts, o design, alguns pensamentos, muitos sentimentos… E quem sabe não mudar a minha assinatura? De pseudônimo na internet… Para a assinatura de meu R.G.?

Creio que demorará um bom tempo, mas, agradeceria a compreensão. São tantas preocupações… E eu nunca mais quero me iludir… Eu não queria ser tão desconfiada, porém… É a única forma de proteger-me… Estou cansada de constrangimentos e frustrações em minha vida.

 

►NowPlaying: All We Are – OneRepublic

terça-feira, 31 de julho de 2012

~ Let’s Spread Our Wings ~

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E agora…
É só o barulho da TV.
Mais uma vez. Silêncio.
Odeio esses dias.
Já está virando rotina…
Mais uma vez só irei comer quando todos estiverem dormindo.
Todo dia briga nessa droga de casa,
Todo dia um stress com alguém!
Eu não estou aguentando mais…

Chega, chega, chega!… Murmúrio em minha mente…

Já basta!
Eu... Não estou suportando mais, isso machuca...
Ouvir e assistir tudo isso... Dói demais.

As tais conversas de adulto… Que tanto queria ouvir quando era criança…
Hoje eu fujo para não ter que ouvi-las…
É sujo, é deprimente saber do que realmente acontece…
Ver toda aquela imagem e pensamentos de quando tinha mais nova, daquela família enorme, unida e feliz… Ser destruída num piscar de olhos, digo, num crescer de maturidade. A tão querida, apreciada porém, tão cruel maturidade.

Poderia eu acreditar na descrição do amor após ouvir tudo isso?
Eu tenho medo tremendo do que essa tal rotina pode causar…
Cada um indo para um lado… E eu no meio, tendo que ser… Repartida. Sem bem que dividida, parte de mim já estaria caso isso acontecesse. Digo porque já quase vi acontecer, e tomaria o exemplo de muitos amigos.

Como eu tenho medo da tal separação. Não saberia conviver com ela, não aceitaria acreditar que o único casal que eu achava que fazia jus a descrição do amor, e que eram raríssimos por estar juntos a tanto tempo… Não, isso não pode acontecer. Isso não vai acontecer.

Meus pais não podem continuar brigando…

É justamente nessas horas que… Eu simplesmente tenho vontade de partir. Fugir para qualquer lugar, conversar com pessoas que… Não fazem a mínima idéia de quem eu sou. Como é bom se distrair.

Enquanto isto ainda não é possível, continuo aqui, “sozinha” em meu quarto, tantos contatos online e tão poucos… Verdadeiros amigos. Vazio… Não há ninguém que eu possa conversar.
Nenhum deles sabe dizer aquilo que eu quero ouvir. Não condeno suas atitudes, todos têm seus afazeres, e não considero-me exigente.
Mas se bem que na verdade ninguém mais ouve-me… Eles só… Leem uma história que digito em algum chat e depois dão suas respectivas opiniões. Tecnologia que aproxima mas afasta tanto as pessoas…

A tal garota “estressadinha” amadureceu, e hoje ela é tão tranquila… Tão comportada… Tão… Conformada.
Ela presencia tanta coisa dentro de casa… E ela acaba inevitavelmente absorvendo tudo...
Palavras, gestos, ações…
E se isso está mudando-a por dentro?
Isso só o tempo poderá dizer…

 

►NowPlaying: Carry You Home – James Blunt