sábado, 23 de fevereiro de 2013

~ Better Together ~

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Um belo dia você manda a música que mais ouvia e ficava triste.
Dedica-a pra mim.
Que coincidência assustadora. Era justamente a mesma música que mais ouvia e ficava triste por não ter alguém a dedicar.
Não existe sensação pior do que a do vazio emocional.
Imagens e frases fofas lotam todos os lugares pra onde olho.
Sorrio lembrando-me de você.
Engulo o sentimentalismo exacerbado.
Lutava para que continuasse aqui dentro.
Mas alguma hora algo sempre escapava.
O que é certeza?
Tantos anos sem... Que nem sabia mais sentir isso.
Não há definição. Mas até que um dia… Eu senti.

Que estranho...
Que sensação seria aquela que havia invadido o meu peito?
Não tinha vontade de escrever...
Pela primeira vez os sonhos colidiam com a realidade...
E tudo ficou tão bom de repente.
Que tenho um medo tremendo de que tudo volte a ser como antes assim.. Tão de repente.
Meu coração... E digo quase entre lágrimas...
Meu coração voltou ao lugar.

O sentimento toma conta de mim, e é tão bom sentir que o mesmo vem de você.
Como é… Acolhedor, o modo que me abraça, que olha dentro de meus olhos e diz todas aquelas coisas que pensava que fossem fazer parte apenas dos meus sonhos mais íntimos…
Você me faz chorar de felicidade. Isso é bom e estranho.
Elas lavam minhas mágoas… E as levam embora.
Com você o meu passado inexiste, e todos os sentimentos ruins desaparecem.
E todos os sorrisos que usava pra fingir… Hoje são todos sinceros.

Eu nunca pensei que fosse voltar a… Amar.
Também nunca pensei que fosse voltar a escrever aqui sobre esse tão…, antes, abominável sentimento.
Foi difícil e demorado a perceber que somos melhores juntos… E o quanto foi estarrecedor o quanto você me provou que estava errada.
Que cenas de filmes existem sim na vida real.
Assim como suas frases, passeios e sentimentos fortes.
Só tenho a agradecer por provar o quanto um eu te amo é verdadeiro. E o quanto eu poderia voltar a dizê-lo.
Mas isso só seria possível se alguém como você surgisse… Alguém que só vivia em meus sonhos e nos meus desejos.
Tudo anda tão real que eu não quero mais nem ir dormir. Vai que eu acorde e tudo desapareça?

Cacos foram rearrumados e colados... E o sorriso... Ah este fora posto e de lá quase nunca sai.
Estou em êxtase.
Não deixo pensar em ‘para sempre’ mas sempre há aquela sensação de que quero que continue por um tempo indeterminado.
É como se tudo não passasse de uma ilusão...
Um sonho que se entende...
Mas as sensações e os resquícios do meu quarto são provas maravilhosas.
Arrumar a cama nunca foi tão... Animador. Por lembrar do motivo dela estar assim...
Você esteve aqui... E o sorriso estampado não me deixa mentir.

Eu te amo meu Sad Happy Neko.
Beijos da sua - TayKiller.

 

►NowPlaying: I Don’t Wanna Miss a Thing – Aerosmith

domingo, 27 de janeiro de 2013

~ Eu Só Queria Desaparecer ~

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Eu tentei não entrar em problemas, mas você sabe, eu devo ter vindo com algum defeito na cabeça.

Eu não me lembro de ter passado o Réveillon vestida de puta.

Porque esse ano, já começou me fodendo de um jeito como se eu o tivesse chamado como uma puta masoquista.

- Venha e me foda! Mas me foda muito, isso! Me machuca, me derruba, diga que eu não presto!

Eu não quero que tudo aconteça de novo, que volte a ser a mesma merda que foi o ano passado. 

Sim estou sendo chula, o mais chula e o mais baixo calão possível, não sei mais como expressar o que sinto de maneira formal e culta.

Eu tenho raiva, eu tenho ódio de seja lá o que for que faz com que casos e acasos procedam desta maneira.

A vida dá um ‘docinho’, me iludo e sigo a rotina feliz, esperançosa, cheia de boas energias. Pra depois tudo ficar amargo e ainda ser empurrada pro mais fundo buraco negro, sujo e vazio. Lá de alguma forma encontro algum jeito de sair e retroceder a rotina.

Mas a cada ano, a cada dia que passa fica mais difícil encontrar essa tal coisa.

Por que eu teria que me acostumar e ficar feliz com a vida que tenho? Se ela me desagrada mais do que me agrada em retorno?

Ficarei grata e sorridente em raros dias pra poder depois ‘apanhar’ com todos aqueles pensamentos que tanto odeio mas que são verídicos?

Foda-se energia positiva, energia negativa, pensamento atrai isso, pensamento atrai aquilo…

Eu quero mais é que peguem todas essas energias e fraseszinhas de ajuda e enfiem no cu. Só sabem falar, e nada vejo mudar.

O que é o meu caso. Já deve ser o meu tricentésimo texto gigante reclamando da minha vida, de quem eu sou. E o que eu fiz pra mudar?

Eu fiz. Eu tentei. Eu fiz o que estava dentro da minha vontade, dentro da minha motivação. Eu tive poucas motivações, havendo dias em que era nula.

Assistindo noticiários todos os dias, como as pessoas ainda ficam felizes em viver? Como que… Continuam conformadas? Como podem achar aquelas notícias… Normais e indiferentes?

Esse é um dos motivos de ter muitas vezes desistido de estudar… A cada aula de história e de geografia, um rombo abria-se em meu peito.  

- Eu vou me matar de estudar pra tentar ajudar pessoas assim? Devo ter peças faltando, com algum defeito porque eu não consigo me conformar, eu não consigo aceitar que convivo com pessoas assim! E esse mundo corrupto? Vão roubar minhas ideias, ou irão transforma-las em algo ruim só pra lucrar em cima delas… E se eu tentar impedir vão apenas me matar e farão acreditar que nada aconteceu anos depois.

Eu demorei. Eu demorei muito para cair na real. E quando finalmente caí… O tombo foi terrível. 

Eu não acreditava em mais ninguém, e muito menos em mim. Eu só queria dormir e acordar em outro lugar, recomeçar uma outra vida, com pessoas totalmente desconhecidas.

Vontades… Como sempre apenas vontades, e o maldito medo de tudo dar errado, de dar merda, que me persegue em todo momento. Ah é! Não podia esquecer da participação especial da minha família, que também sempre contribuíram todo dia pra isso acontecer. Citando cada consequência de cada ação minha, ameaçando cada plano que fazia. Também não podemos esquecer das brincadeiras, sim, não só pelos meus colegas, mas pela minha família eu também era zoada. Quando eu me estressava então, aí sim que eu me tornava motivo de piada.

Encaram até as poucas frases depressivas que já disse em público como piada… Realmente fica difícil mudar alguma coisa quando se nunca é levada a sério. 

Eu sou uma piada, um alvo de críticas e comentários que me irritam a cada realização nova que tento mostrar, e muito menos recebo por isso. Quanta coisa ruim não é?

Bom, até que no final eu tomei algum jeito… Eu encontrei bons amigos, eu me acostumei com certas coisas… Mas foi tudo tarde demais. E agora, como devo dizer o que houve comigo pra minha família? Ah é, acho melhor eu dizer que não queria nada mesmo, que fui uma adolescente idiota como tantos outros por aí, e ignorei as responsabilidades. 

Sinceramente já tive vontade sim. Mas o que faria caso abandonasse-as? Droga, não quis abandonar a tal comodidade. Os olhos pesam, mas sinto como uma obrigação em escrever sobre isso… Preciso de um roteiro, afinal eu falando demoro tanto pra formular as ideias… Que acabo me perdendo, gaguejando… Escrevendo eu posso ler e reler e apagar aquilo que não se encaixou. Falando só redizendo toda a frase e aí o interlocutor acaba perdendo todo o interesse eu fico sem graça e me sinto uma idiota. E acabo rindo de nervosismo. Feito uma retardada.  

É por isso que desperdicei tanto tempo em redes sociais… Eu conseguia debater, mostrar a minha opinião com clareza digitando tantas coisas… Eu via imagens e vídeos de cada cantinho perfeito do planeta em que gostaria de estar e fotografar. Eu ria descontroladamente com tantas coisas idiotas e piadas que compartilhava… Que além de me fazer rir, me aproximou de tanta gente…. Eu descobria, tanta coisa que me interessava e sonhava em estar fazendo tudo isso…

Só que mais uma vez terei que esperar… Tudo o que eu mais sonhei na tal Virada… Desintegrou-se, virou pó, eu me iludi mais uma fodida vez. E estou uma mescla de sentimentos ruins. Tenho raiva, tristeza, tenho uma coletânea de decepções e lembranças deprimentes de toda uma vida feita mais de desilusões do que de pensamentos positivos levando-me a conquistas que realmente ansiava. Estou vazia, não só porque perdi a fome, mas vazia de esperanças, de alegrias, e de vontade de continuar vivendo. Estou apenas sobrevivendo no momento. Estou num Limbo feito de mentiras. Escondo tanta coisa de quem vejo todo dia. Pois sei que quando dizer tudo vai mudar. Pra pior. O pesadelo que vivo mora somente dentro de mim, mas quando eu contar pra todos, O que será que vai acontecer? O que vão tentar fazer comigo? Mas tenho medo e não sei como dizer tudo isso que vive aqui dentro mas que acabei de digitar.    

- Vá lavar uma louça e pare de reclamar. Olhe quantas crianças passando fome! E você aí…

A louça eu lavo todo dia. As crianças passando fome… Por favor, parem de transferir a culpa do sistema capitalista selvagem, dominado por grandes empresários que só lucram em cima de guerras civis e explorando trabalhadores e recursos naturais, guardando tudo para si, um mundo onde alimentos são mercadorias e não um direito de todo cidadão… Não deposite essa culpa na depressão de pessoas comuns só porque tem acesso a internet pra se expressar.

A minha felicidade não está na infelicidade dos outros. 

Mas sim na mudança dessa maldita rotina criada por essa merda de sociedade e na realização dos meus desejos, eu quero viver meus anseios na realidade! Não quero precisar dormir pra poder ver as coisas que me deixam feliz acontecendo! 

 

►NowPlaying: Summertime Sadness – Lana del Rey

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

~ Reflexões à Beira-Mar ~

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Afundo os pés na areia fofa.
Sinto os grãos rolarem pelos dedos das mãos e dos pés,
cachos esvoaçam contra minha face.
O Sol aquece cada parte de meu corpo que toca…
Inspiro fundo e apenas ouço o mar...

Sinto-me livre.
Sinto-me reflexiva...
Penso sobre os meus anseios,
e no quanto estou destemida.

Gota de suor que percorre meu abdômen,
feito uma cena de algum filme provocante.
Dou um breve sorriso.
Hoje pouco importa o que é provocar.

Deixe que as borboletas esvoacem e morram por aí.
Minha imaginação, meu jardim secreto de sentimentos…
Que algum dia alguém tenha uma chave!
Mas isso não se trata de desejo mas sim de hipótese.
Da qual não faço tanta questão…
A questão sou eu. A questão é o meu viver.


►NowPlaying: Ride – Lana del Rey

~ Palavras que Deveriam Ser Ditas ~

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-Não senhora, você não vai fazer isso! Nem inventa! Retrucou seu pai por mais uma incontável vez.

De repente a raiva tomou conta daquele pequeno corpo, ela encheu o peito de ar e a cara de coragem e desabafou:

-E se der merda mesmo? Eu tenho uma vida inteira pra dar merda! E qual o problema? Eu vou aprender com elas! Tanta gente que morre e nem por isso a família morre junto! Não deixam de viver por isso!
Eu não tenho medo de dar merda! Se der merda é porque era pra acontecer! Eu não vou ficar aí que nem você sem ter feito nada que queria! Foda-se se der merda pelo menos terei feito tudo o que queria! Eu vou fazer tudo que eu quero e não tô nem aí se der merda. Se der, depois eu me recupero mesmo! Vou me recuperar sim, e depois vou fazer mais merda de novo porque a vida é assim mesmo! Parece até que você não sabe.
Ah é! Parece que você não a viveu mesmo.

O silêncio havia tomado conta. Uma réplica… Uma boa réplica… Sem pausas, sem travas, um discurso direto, limpo… E profundo.
Fora estarrecedor.
Mais tarde, naquele mesmo dia pensou:

Aquele castigo valeu à pena. Acostume-se, pois muitos estão por vir.

 

►NowPlaying: Pieces – Sum 41

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

~ Ao Sul ~

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Não faço a mínima ideia de onde estas agora.
Sei o país. Apenas.
Ele está ao sul.
Viro-me e olho nesta direção.
Mas é tão impreciso… Prefiro deitar-me e olhar as estrelas.
Será que olhas para o mesmo céu que eu?
Mas que ideia… Deve estar se divertindo muito para realizar algo tão monótono como isso.
Mas engraçado pensar que a monotonia seria tão divertida se fosse com você…

Acho que… Estou realmente me apegando a você.
Seria tão ruim assim dizer que não consigo passar um dia sem conversar com você?
Sinto-me tão mal só de pensar o quanto devo estar sendo irritante.
Desculpe-me se me preocupo tanto assim e acabo excedendo um tal limite de conversa.
Dizer que é um vício soaria estranho, então prefiro dizer que suas palavras me confortam.
Que você me diz coisas que me fazem sorrir…
De verdade.
É como se soubesse exatamente o que dizer e quando dizer, no momento certo.
Não faz ideia do quanto faz me sentir bem.

Tudo é tão imprevisível e quem poderia dizer que criaria um vínculo tão forte por alguém que aturava toda quinta feira a mesma reclamação de ter chegado cedo demais?
É divertido pensar que, todos aqueles erros valeram a pena.
Gosto quando sou surpreendida de modo o qual arranca-me sorrisos. E isso você sabe fazer muito bem.

Compreenderia cada atraso seu, cada falta que você faz.
Mas é que às vezes isso machuca.
É ruim ter ficado desse jeito mas não ando controlando muito bem o que sinto.
O que eu posso fazer se a possibilidade de ser iludida é bem mais prazerosa do que possuir um vazio em meu peito?
Tudo bem, vamos discutir sobre as vantagens de ser solteiro apesar de já não ver mais tanta vantagem assim.
De verdade, eu não ligo mesmo pra distância.
Guardo-o em meu pensamento.
Já estou tão acostumada a ficar sozinha por muito tempo, que uma mensagem já me faz feliz.
Pensamentos… Ultimamente tem tomado conta de boa parte deles.
Eu não ligo, você me faz bem até lá.
Eu gosto do sorriso bobo que me provoca.
Com isso eu não penso mais em futilidades do passado que doíam.

Por favor, não tenha medo de minha sinceridade, eu só peço que… Não tenha receio de me dizer a verdade.
Só sugiro que ter um pouco de cor em nossa amizade, já seria muito agradável.
Apenas dance, beba, ria e divirta-se comigo.
Posso te abraçar quando se sentir sozinho?
Vamos fazer aquela foto que sempre quis?
Posso segurar a sua mão e caminhar com você assim.
Vou mexer no seu cabelo até pegar no sono e deixo usar meu colo de travesseiro…
Mais uma vez crio planos. Mais uma vez corro riscos.  Mais uma vez ignoro-os…

Mas não há mais problema. Se nada lhe agradar…
Eu prometo que continuarei a mesma.
Eu só precisava esvaziar a verdade para quem realmente deve saber.


►NowPlaying: Yellow – Coldplay

~ No Penúltimo Dia do Ano ~

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Amanhã será um dia de expectativas.
Mas que estranho,
Por que somente amanhã, se o ano inteiro foi?
Só sei que afundarei a cabeça no travesseiro e irei pensar em tudo o que houve neste ano.
Abandonei certas atitudes,
Adotei outras,
Tentei me encaixar num padrão.
Depois joguei tudo pro alto.
Tive vergonha, e tive um imenso orgulho de mim.
Pensamentos foram feitos e depois desfeitos.
Criei vários planos.
Cumpri alguns mas esqueci tantos outros…
Espero lembrar-me deles depois como geralmente faço.
Eu amadureci.
Não só perante a lei…
Descobri que fazer aniversário não é mais tão divertido assim.
Desacreditei em muitas pessoas.
Confiei em outras.
Me fodi na maior parte das vezes, mas no final eu sorri por ter aprendido a ser mais sensata.
Conheci lugares novos, pessoas novas e estilos diferentes.
Dancei, corri, chorei, ri, bebi e sofri como nunca antes.
A experiência é a que vale.
Acreditei em heróis que depois tornaram-se vilões.
Fantasias terminaram para poder dar espaço a outras.
Amei novas bandas e relembrei antigas.
Fiz novos amigos assim como perdi antigos.
Escrevi, estudei e aprendi como nunca.
Esse não é o meu primeiro texto sobre análises pessoais venho fazendo isso a tantos anos… Porém aqui não é o lugar adequado para os outros.
E com tantas eleições, problemas no mundo, civilizações antigas, religiões e tantas outras coisas nesse ano… Valorizei mais ainda a educação.
Aprendi a criticar de modo sensato e esquivar-me de certas criticas ‘desconstrutivas’.
Mas sendo compreensível para aceitar outras.
Lembram quantas atualizações de status e tantas discussões produtivas tivemos esse ano não acham? Agradeço os comentários de todos.
Aprendi tão bem o significado da palavra ilusão.
Mas ao mesmo tempo realizei uma parte dos meus maiores sonhos!
Se foi um bom ano?
Minha memória mais parece uma apresentação de slides desorganizada.
O frame 6 vem logo após o 23.
Os bons momentos são lembrados como fotografias sem datas.
Ah é. Tá aí algo que deixei de classificar a muito tempo.
Anos e datas pouco me importam.
Eu guardo os momentos bons e deleto os ruins.
Uma maneira de não me esquecer de tantos momentos é fazendo textos pensativos como esse e fotografando.
Esse é um dos motivos da fotografia ser tão especial pra mim, e esse ano ela veio com força total.
Eu estava perdida e num click tomei a decisão mais certa da minha vida.
(Uma das raríssimas vezes em que tive certeza absoluta e acertei 100%)
Sei que sou chata na maior parte das vezes, mas escrevo aqui para esclarecer que se eu peço para tirar uma foto é porque aquele momento realmente esta sendo especial para mim. E eu quero me lembrar dele para sempre. Então, sinta-se especial e não incomodado.
Que nesta noite da Virada, não seja mais apenas um mar de desejos misturados com fogos de artifício, mas sim o início de muitas conquistas.

Sinceramente,
TayKiller

►NowPlaying: Too Long – Daft Punk

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

~ Exaustão ~

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De repente desintegrou-se.
Tomou forma e tornou-se parte do chão.
Derretida.
uma mancha negra feito chiclete antigo.
O romance havia terminado.
Havia feito-a em pedaços.
Mais uma vez ela fora trocada.
E observava exatamente aquele típico tipo:
Era exatamente o seu oposto.
Possuíam mesmo gosto talvez.
(O mesmo gosto é fato se é que me entende)
Mas fisicamente eram totalmente contrárias.
Outra vez.
Aquela mesma dor de novo.
Nunca havia tomado uma facada em seu peito
(Pudera não é?)
Mas imaginava que se uma adaga o trespassasse,
Afirmaria com toda certeza que a dor era igual a essa.
Faltava ar.
(Parecia apenas)
Colocou a mão no meio do tórax.
Esfregou-o em movimentos circulares devagar.
Sempre fazia isso quando estava nervosa.
Como se quisesse arrancar seu coração e se livrar de toda a aquela dor.
Mais uma vez sentimentos faziam-na sofrer.
Até que ela tomou uma atitude.
Não pensou duas vezes.
Interrompeu o agressor, o heartbreaker e o convidou para tomar uma bebida.
Beberam.
Na metade do copo ela já estava dizendo tudo e mais um pouco.
Dançando tudo o que poderia dançar.
Cantando tudo o que sabia e enrolando o resto.
E tudo ao lado dele e de seu oposto, que agora era uma amiga.
Após tanto ela insistir, saíram para um lugar mais reservado.
Acima deles eram apenas constelações.
Abaixo as marolas da baía por pouco não molhavam seus pés.
Ele acendeu um cigarro.
O barulho que as ondas faziam no pequeno pier era acolhedor assim como o calor da vultuosa fumaça.
As luzes da praia no final da baía eram hipnotizantes.
Porém não tanto como a boca dele.
Conversaram sobre sentimentos.
Ele assumindo os dele pelo oposto e ela escondendo sua indignação.
Tentou em vão agir feito uma vadia.
Afinal pensou que a noite seria apenas deles como tantas outras.
Ao invés de alisar e apertar as pernas que estavam sobre seu colo, puxar a cintura que estava ao seu lado e tascar-lhe aquele beijo.
Apenas deu um risinho malicioso alertando para não provocá-lo.
Então ela sussurrou em seu ouvido com voz maliciosa... Por que não poderia provocá-lo?
Passou os braços por sua nuca e deu-lhe um beijo no rosto.
Mais uma vez suas expectativas foram destruídas.
Ele explicou-a que não conseguiria fazer nada na frente do seu oposto.
Explicou também os sentimentos dele por ela.
E para finalizar retrucou.
Antes de tudo eram melhores amigos. Não eram?
É claro que somos… Ela sorriu.


Mas não estaria ela cansada de sempre ser a melhor amiga?


De sempre ficar para ouvir e aconselhar, mas quando mais precisar se encontrar sozinha num quarto escuro.
Estava exausta de assistir todos os seus melhores amigos transbordando sentimentos por outras amigas.
Sempre conseguiam ficar juntos. Havia um pouco de minha ajuda também.
Ela estava caindo em pedaços de tanto ouvir perguntas disfarçando cobranças de um genro.
Até porque até suas primas mais novas já estavam em seu terceiro ou quarto.
Enquanto ela apenas ia dormir e acordar sozinha.
Sem mensagens de bom dia.
Sem mensagens de boa noite.
Sem um único: Como vai você?
Nada de fotos clichês. Nada de postagens clichês. Nada de telefonemas com frases clichês.
Não havia alguém para dizer o que ela gostaria de ouvir.
Não havia alguém que fizesse questão de fazê-la sorrir e gostar de vê-la assim.
Alguém que se apressasse para vê-la nem que fosse por alguns minutos.
Não havia alguém que desse-lhe oportunidade de fazer o mesmo.
Juntarem seus problemas, seus sonhos, seus medos e serem felizes.
Não havia… Tudo não passava de sua imaginação.
De seu desejo mais íntimo.

 

Mas quem se importava naquele momento?
Ele abraçou-a e apressou-se para não deixar o oposto esperando na parte de cima da boate.
Enquanto ela… Apressou-se para ir embora.
Apressou-se para voltar a sua confortável rotina.
Assim que chegasse em casa, removeria a maquiagem do rosto e aplicaria outra em suas decepções. 

 

►NowPlaying: Dancing with Myself – Billy Idol