terça-feira, 4 de dezembro de 2012

~ Fuga para Avalon (Utopismo nº2) ~

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Os respingos da terra molhada colorem de marrom as minhas vestes.
o tilintar das minúsculas argolas de metais entrelaçadas de minha armadura.
Galopadas ofegantes.
Precisava largar a minha vida passada.
Era necessário abandonar aquele vilarejo.
Sentia o fruto de meu ventre remexer-se.
Era uma sensação prazerosa.
Porém preocupante.
O pai havia ido para o campo de batalha.
Não era otimista, eu não poderia ser.
Provavelmente já estaria morto por melhor que fosse embainhando sua espada.
Lágrimas escorriam para os meus cabelos, mudavam o seu curso natural por causa do vento.
Pedia a deusa para que ela ouvisse as minhas preces.
A Igreja jamais saquearia a minha crença.
Que as brumas de Avalon chegassem aquele lugar e permitissem a vitória ao meu povo.
Que o meu marido pudesse pelo menos encarar os olhos de sua prole ao menos uma única vez.
Realizava estas súplicas enquanto abandonava o vilarejo. O meu passado ficava para trás.
Não era seguro. Eram animais e não homens quando perceberam que havia uma mulher sozinha. Uma viúva.
Não poderia correr o risco.
Que este cavalo possa levar-me para o refúgio.
Que possa levar-me para os únicos braços a qual me deitarei.

 

►NowPlaying: Ameno - Era

~ Fugitivos ~ (Utopismo nº1)

- Primeiramente devo explicar este projeto que inicia-se:

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Segundo Wikipédia definição de Utopismo: “consiste na ideia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O utopismo é um modo absurdamente otimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.”

[Alguns amigos com seus comentários fortaleceram com elogios a ideia de que escrevo bem em narrativas. Meus sonhos (que creio eu que não sejam tão fora do comum assim) passam em minha mente como filmes de Hollywood (às vezes alguns autores de lá aparecem também. Risos). E alguns, geram boas histórias. Então aqui publico um pedaço de escrita, um desejo, uma expectativa… Um dos meus sonhos.] – TayKiller 

 

[Parte 1]
~
Uma Trajetória ~

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Lá estava ela, mais uma vez suas finas pernas equilibravam-se sobre um belo salto alto.

Precisava passar um ar de prepotência, respeito em primeiro lugar. Acessórios que valorizassem o seu orgulho.

Que pessoa hoje em dia não pode ser orgulhosa?

O tarde era com pesadas nuvens que anunciavam uma chuva de verão para o anoitecer. O clima era extremamente agradável. Quente para usar short. Fresco para colocar sua regata transparente abotoada pelo meio.

As ruas eram arborizadas e pouco movimentadas de paralelepípedos e com casas que remetiam ao período colonial.

Ignorando sua preguiça enraizada, às vezes ela gostava de caminhar pois o dia sempre era mais proveitoso quando caminhava-se e observa-se com mais calma todos os detalhes paisagísticos. O olhar fotográfico jamais a abandonaria por mais que a entristecesse não poder levar sua câmera para todos os lugares.

 

[Parte 2]
~ A Cafeteria ~

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Assim que avistou os pequenos degraus na calçada reconhecera o seu destino. Um pequeno apartamento de dois andares recoberto de pedras cinza-chumbo, o cheiro de café fresco exalava pelas janelas de madeira rústica do segundo andar…

Subira os degraus, e abrira a porta decorada com vidros quadrados. Um sininho tocara avisando a todos que mais um cliente havia chegado.

Sentado na terceira mesa ao lado da janela lá estava ele. Acompanhava-a com o olhar, pelo visto, desde quando ela surgira na calçada. Sorria, porém de um modo contido com uma expressão séria.

Sua expressão séria, já era natural de sua parte. Mas o sorriso… Não diria algo forçado, mas era incomum.
Dei um largo sorriso em troca e acenei caminhando em sua direção. Sentei-me na ponta da típica poltrona de lanchonetes americanas em formato de ‘C’ e ficamos frente a frente.

Demos um firme aperto de mão e o barulho de seu luxuoso relógio de prata mesclava-se com o chacoalhar de minhas pulseiras folheadas douradas.

Perguntas clichês iniciavam a conversa. Nossas vidas, famílias e carreiras iam muito bem graças à Deus. Até sermos interrompidos pela garçonete. E mais uma vez pediria meu submarino por causa do chocolate é claro e sua montanha de chantilly. Ele e seu pedido clássico. Café forte. Somente café. Nada mais, nenhum enfeite. Simples , direto e seco. Como sua personalidade. Se o café fosse servido frio combinaria melhor ainda.

[to be continued…]

 

►NowPlaying: Beautiful – Akon

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

~ Liberta-se e Capricha ! ~

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Ah! Finalmente eu posso escrever o quanto eu quiser.
Terei um mês inteiro para definir detalhadamente tudo o que necessito.
Minha cabeça dói, mas quem liga se terei um dia inteiro para me livrar dela depois?
Um peso de minhas costas foi destruído.
E hoje encontro me disponível para resolver as questões do meu âmago emocional.
Todos os meus desejos momentâneos irei satisfaze-los.
E que toda a culpa seja esquecida.
Ah! E como eu quero praias e cachoeiras para dedicar-me ao relaxar e fotografar…
Ah minha preciosa fotografia! Dedicarei meu tempo à você... Como senti sua falta!

Decidi mudar algumas coisas.
Talvez isso seja perceptível daqui a um tempo aqui.
Desligarei-me de noticiários dramáticos, cansei da minha revolta muitas vezes inútil.
Se quem deveria fazer algo pois tem o poder para realizar isso esta apenas coçando o saco.
Entendam como quiser.
Serei forçada a entrar no meu mundo de sonhos... E esses finalmente tornar-se-ão mais belos
O longo tempo de descanso e a calma inibirão meus pesadelos - assim espero.
E que esse mês... Ah! Esse mês será tudo o que eu mais esperei o ano inteiro.
Será o mês que validará o resto do ano.
Será o mês que me fará esquecer todos os outros.

 

►NowPlaying: Skeleton Boy – Friendly Fires

sábado, 1 de dezembro de 2012

~ Desculpe-me. Os Opostos Não Se Atraem ~

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Eu não quero assumir a culpa.
Vejo seu coração cair em pedaços.
É doloroso ter esse remorso.
Eu não quero ser a dona do seu sentimento.
Quando eu já possuo os meus em frangalhos.
O que você tem a me oferecer é muito, transborda.
E o que eu tenho é tão escasso…
Facilmente violável.
E eu sou quem mais facilmente quebraria este pacto.
A ausência de firmeza torna a relação fraca ao ponto de ceder a outra.
Eu não quero bancar a monstra insensível.
Por isso não posso iludi-lo.
Não posso usá-lo para satisfazer desejos momentâneos
Você merece sentimentos duradouros e sentimentos verdadeiros.
e não apenas uma saída.

 

►NowPlaying: Let Me Go – Three Doors Down

~ Tentando Consertar o Passado ~

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Como explicar para os seus entes queridos que não se coloca expectativas sobre pessoas?
Que as pessoas não nasceram para se pôr expectativas umas nas outras mas sim cada uma em si mesma, em suas próprias capacidades.
Eu me pressiono tanto…
E só vejo as expectativas crescendo.
Eu vejo tanta convicção em suas falas
Como se já tivessem dado uma espiada no futuro e esta visão fosse à prova de erros.
Eu vou me sentir um lixo se decepcioná-los.
Eu tento acreditar em mim mas o medo só cresce.
Ele mais uma vez…
Podia jurar que havia perdido o medo do escuro.
Mas me encubro mais com o cobertor por ter visto a cortina mexer-se na escuridão.
No fundo eu ainda sou uma criança cheia de dúvidas mas com uma vontade insaciável de aprender porém, morrendo de temores de falhar.
Com suas esperanças e as expectativas alheias.
Odeio iludir as pessoas.
Odeio não atender as suas expectativas.
Desculpem-me por não ser perfeita
desculpem-me por não ser o que vocês desejavam.
Eu sou uma incógnita ate para o meu próprio cérebro.
Que Deus esteja comigo amanhã.
Precisarei do máximo possível de meus pensamentos.
O sonho de realizar a graduação que desejo ainda não morreu.
Está mais vivo do que nunca.
Mas ainda há o medo realístico, o medo que começa com uma pergunta: – “Mas e se… ?”
O desejo é incontrolável, pois eu não posso ter que explicar os motivos de não ter me empenhado.
Não quero, não posso.
As coisas tendem a piorar, por isso devo esforçar-me e agora rezar para que elas estejam ajeitadas para o próximo ano.
Por favor, é só este o meu desejo.

 

►NowPlaying: Rebirthing – Skillet

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

~ Fragmentos Perdidos De Felicidade ~

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Perdi a conta de quantas aulas eu matei, 

Só para me encontrar com você.

Éramos fugitivos.

Refugiávamo-nos em qualquer lugar vazio.

Somente eu, você e o som de nossa respiração.

Ofegantes.

Sorrisos, olhares, sensações…

Inesquecíveis.

Meu cabelo atrapalha o nosso beijo, desculpe-me.

Mas era sempre bom quando você o afastava de minha face.

Vamos tratar da nostalgia sem o lado melancólico.

Sorrio quando lembro do passado.

Devo sorrir. Não devo esquecer dos momentos bons.

Se eu sinto falta?

Mas é claro que sinto, que idiotice a minha dizer que não.

Porém é difícil ter que fingir que não sinto falta de você.

 

►NowPlaying: Hot – Avril Lavigne

domingo, 25 de novembro de 2012

~ Realidade Com Fim Fictício ~

Não tinha papas na língua.
Porém era tímida.
Escondia bem o seu lado ruim.
Poucos sabiam. Poucos a conheciam. 
Na frente de parentes era a boa filha.

A estudiosa, a comportada, a criativa bem educada.
Em casa era o desastre, a abobalhada, a escandalosa mal educada.

Ela tinha ciúmes.
Inúmeros motivos faziam-na entupir-se dele.
Suas primas pareciam filhas e tias
E ela, só uma desconhecida como um parente distante dentro de casa
E na frente dos amigos, pra uns era a inteligente e criativa.
E para muitos só uma vadia louca qualquer.
Era difícil conquistá-la, e para alguns fácil beijá-la.

Uma hora a análise vem e as verdades são atiradas em sua face.

- “Ele gritou comigo? 
Nesse momento percebi que havia ficado mais velha.
Retardados... Tremendo retardado.
Meus dedos tremem. Meu abdômen dói.
Sinto-me enojada. As reviravoltas aqui dentro dizem.
Fome. Era pra eu ter me alimentado direito ontem.
Pelo menos eu estaria melhor disposta hoje.
Reclama da minha voz mas a culpa é sua.
Quem me criou assim?
Vou reclamar falando baixo? Desculpe-me mas não sei fazer isso.
Você me manda pra puta que pariu agora mas quando eu realmente for você vai chorar todos os dias.
Eu também vou chorar. Mas o meu orgulho sempre será mais forte.
Terei pena do dia que conhecer-me de verdade.
Você me criou e é a pessoa que menos me conhece no mundo.
É legal ver uma máscara bonita não acha?
Droga. Eu não posso ter anemia.
Isso me lembra que não terei mais coisas.
Foi você quem disse.
Tudo porque eu reclamei de uma lasanha. Puta que pariu digo eu!
Mas que inferno você está vivendo?
É necessário desabar todas as suas mágoas pra cima de mim?
Eu estou pouco me importando para as minhas quanto mais as do resto da família.
Elas não levam a nada mesmo.
Só o tornam uma pessoa fria. Chata. Ignorante. Estressada. Mau humora... Oh wait!
Acho que já sei o que esta acontecendo aqui...

Eu fiquei adulta. Eu preciso estudar. Eu preciso dirigir. Eu preciso manter uma postura. Eu preciso entrar na faculdade. Eu preciso… Agir como adulta. Eu preciso… gostar de coisas de adulto…”
 
Ela perdeu um bom tempo pensando.

Mas ela não queria abandonar sua zona de conforto.

Precisariam arrumar outra filha.
Aquelas palavras a feriram.
O que ela havia feito de errado?
Então de tanto se inquietar por tanta pressão. Eram tantas perguntas, eram tantas obrigações.
Não suportou. Desistiu, correu e pulou.

“Pobre covarde.”
”Segundo andar.”
“Não suportou a pressão.”
 
– Comentários de pessoas aleatórias sobre o caso.


Atingiu o vidro.
Partiu-o em míseras partes.
No chão haviam pedaços.
Estava lá, caída, partida.
Cacos.
Dela e de vidro.

 

►NowPlaying: World Behind My Wall – Tokio Hotel